O Presidente João Lourenço aproveitou o arranque do seu último discurso do Estado da Nação e início da 5ª sessão legislativa da V Legislatura para sublinhar que nenhum dos seus objectivos com que chegou ao poder foram esquecidos, apontando como obstáculo à sua plena concretização as múltiplas crises internacionais, destacando a queda abrupta do preço do petróleo e a pandemia da Covid 19.
Neste discurso histórico, por ser o último deste mandato, e que acontece sob fortes expectativas, e perante a nova configuração do Parlamento, João Lourenço defendeu que o Estado de Direito se aprofundou sob a sua batuta, admitindo que colocar o país na rota do desenvolvimento era a sua missão histórica desde que chegou ao poder, em Setembro de 2017, mostrando-se convicto de que “Angola está em franco progresso”.
Falou, contudo, em primeira linha, das dificuldades que enfrentou de imediato, como a queda abrupta do preço do petróleo nos mercados internacionais, mas não deixou que o país perdesse o Norte, lembrando que a sua bússola foram os sucessivos planos nacionais de desenvolvimento.
A execução destes, porém, foram, apontou o Presidente da República, impactadas pelas crises internacionais, flutuações do mercado petrolífero ou, especialmente, o surgimento da pandemia da Covid 19, que tesou pesadamente a capacidade dos Estados.
O Chefe de Estado afirmou, contudo, que Angola “enfrentou estas dificuldades com serenidade e responsabilidade sem abandonar a sua visão de futuro”, no quadro da missão colectiva de desenvolver o país para a qual “todos são sempre chamados para contribuir”.
Para isso, apontou, é fundamental combater a corrupção, e reforçar a democracia, reformar o Estado e a economia, defendendo que “Angola está em franco progresso” devido às reformas profundas, especialmente as que permitiram diluir a dependência do petróleo.
