No dia em que a Organização das Nações Unidas celebrou o seu 80º aniversário, a 24 de Outubro, o Presidente da República de Angola, João Lourenço, dirigiu um apelo directo aos Estados-membros para que unam forças na melhoria do funcionamento da organização internacional. O foco principal da mensagem presidencial centrou-se na urgente necessidade de reforma do Conselho de Segurança.

Em declarações divulgadas esta quinta-feira, o Chefe de Estado angolano sublinhou que a ONU precisa de se adaptar aos desafios do mundo actual para manter a sua relevância como pilar fundamental da paz, estabilidade e segurança à escala global.

Reforma sem subjectivismos

João Lourenço foi claro ao defender que a reforma do Conselho de Segurança deve ser conduzida com total imparcialidade, evitando qualquer tipo de subjectivismo para reflectir verdadeiramente a realidade do mundo contemporâneo.

“Trata-se de uma questão complexa, que deve ser encarada sem subjectivismos de nenhuma espécie, para que possa corresponder à configuração actual do mundo em que vivemos e passar a estar capaz de dar respostas adequadas aos grandes e intricados desafios com que se depara”, afirmou o Presidente angolano.

O líder angolano destacou que a organização internacional enfrenta hoje desafios globais de grande complexidade, incluindo a defesa do ambiente, a segurança alimentar, a segurança energética e o combate a pandemias. Todos estes desafios exigem uma actuação coordenada e concertada entre as nações do mundo.

Reflexão sobre passado e futuro

Na sua mensagem oficial, João Lourenço considerou o Dia da ONU uma oportunidade única para reflectir sobre o percurso da humanidade desde o final da Segunda Guerra Mundial. O Presidente angolano vê esta data como um momento ideal para avaliar os obstáculos já superados em conjunto e identificar os desafios que ainda aguardam resolução.

“É uma ocasião ideal para apreciarmos os obstáculos que superámos juntos e identificarmos os desafios que ainda temos pela frente, sem nunca perder de vista o principal objectivo da criação da ONU: o fim e a prevenção das guerras e o estabelecimento definitivo da paz mundial”, declarou.

O Chefe de Estado angolano recordou que a ONU, fundada em 1945 com a assinatura da Carta das Nações Unidas em São Francisco, nos Estados Unidos, cresceu significativamente desde então. A organização expandiu-se de 51 membros fundadores para os actuais 193 Estados-membros, adaptando-se constantemente às mudanças do cenário global.

Esta evolução permitiu à organização ampliar o seu campo de actuação para além da esfera puramente política, abrangendo questões económicas e sociais cruciais como o combate à fome, à pobreza e a defesa dos direitos humanos fundamentais.

Reconhecimento das fragilidades

Apesar dos progressos alcançados ao longo de oito décadas, João Lourenço não escondeu as fragilidades que a ONU ainda enfrenta. O Presidente angolano reconheceu que estas limitações são visíveis nas crises persistentes que afectam várias regiões do mundo, incluindo África, Médio Oriente e Europa.

“Devemos reconhecer a persistência de graves problemas por resolver, que denotam fragilidades da nossa instituição, e que nos devem impelir a agir num ambiente de coesão e unidade”, frisou o líder angolano.

O Presidente defendeu que o respeito pelos interesses legítimos de cada nação deve ser uma prioridade fundamental na abordagem das crises globais, promovendo assim soluções mais efectivas e duradouras.

Compromisso angolano com a ONU

Terminando a sua mensagem com uma nota de esperança, João Lourenço reafirmou o compromisso firme de Angola em contribuir activamente para o fortalecimento da Organização das Nações Unidas. O objectivo é reforçar o papel da ONU como garante da paz e da prosperidade mundial.

Para o Presidente angolano, a efeméride do 80º aniversário da organização internacional representa muito mais do que uma simples celebração. É, antes de tudo, um convite à acção colectiva para construir um futuro mais justo, harmonioso e próspero para toda a humanidade.

Fonte: ANGOP

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *