O Executivo vai privatizar oito unidades hoteleiras pertencentes às redes BINA e UI, localizadas nas províncias do Bengo, Lunda Sul, Namibe, Uíge e Zaire. A decisão foi aprovada pelo Presidente da República em abril deste ano e faz parte do Programa de Privatizações (PROPRIV), que foi prolongado até 2026. O turismo é apontado como um dos sectores estratégicos para impulsionar o desenvolvimento económico do país.
As unidades hoteleiras, com classificações de 3 e 5 estrelas, serão alienadas por meio da cessão do direito de exploração e gestão, com possibilidade de compra após um período entre 10 e 12 anos. O processo está sob condução do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), com supervisão da ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa.
O objectivo é atrair investidores qualificados e operadores estratégicos capazes de dinamizar o sector turístico nacional. Em declarações à imprensa, Álvaro Fernão, presidente do Conselho de Administração do IGAPE, afirmou que esta iniciativa “reafirma o compromisso do Estado com a dinamização da economia angolana”.
“Não se trata apenas de transferir activos, mas sim de convidar o sector privado a apostar num ramo com grande potencial de crescimento”, sublinhou.
Os hotéis seleccionados estão em locais estratégicos e contam com infraestruturas modernas, aptos a gerar valor tanto ao nível turístico quanto económico. Segundo Fernão, “são activos prontos para operar, que podem trazer inovação e novas dinâmicas ao sector”.
O responsável destacou ainda a importância de melhorar a gestão do património público e promover a criação de empregos nas comunidades onde os hotéis estão localizados.
O concurso público será realizado na modalidade de leilão electrónico e tem início previsto para 20 de agosto. Antes disso, decorrerá entre meados de junho um procedimento limitado com prévia qualificação dos interessados, conforme autorizado pela ministra das Finanças.
Com esta medida, o Executivo pretende reforçar o papel do turismo como uma das bases do crescimento económico do país, fomentando o desenvolvimento sustentável e abrindo oportunidades para as populações locais. Espera-se que a entrada de novos operadores aumente a competitividade e estimule a inovação no sector, contribuindo para a afirmação de Angola como um destino turístico de referência.
Fonte: Jornal Económico
