A presença da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) na Cimeira EUA-África 2025, que decorreu em Luanda entre os dias 22 e 25 de Junho, teve um custo estimado em cerca de 191,6 mil dólares norte-americanos, equivalentes a aproximadamente 176,7 milhões de kwanzas. A informação foi revelada num despacho assinado pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, publicado no Diário da República no dia 23 de Junho.
O documento, datado de 18 de Junho, autorizou a contratação por ajuste directo de serviços necessários à participação da ANPG no evento, organizado pelo Conselho Empresarial para África (Corporate Council on Africa). O texto delega ao presidente do conselho de administração da ANPG a responsabilidade de supervisionar todos os procedimentos relacionados à inscrição e de formalizar o contrato respectivo.
A Cimeira reuniu mais de 1.500 participantes, incluindo presidentes, chefes de governo, ministros africanos, altas autoridades norte-americanas e representantes do sector empresarial de diversos países, destacando-se Angola como um ponto central de encontro entre líderes africanos e norte-americanos. O evento reforçou o papel estratégico do país na cena económica internacional.
Um dos temas mais debatidos durante o encontro foi o Corredor Ferroviário do Lobito, uma infraestrutura que liga Angola à República Democrática do Congo, Zâmbia e Tanzânia. Esta linha férrea é considerada essencial para o transporte de minerais críticos e tem recebido apoio significativo dos Estados Unidos, da União Europeia e de parceiros regionais. O projecto é visto como um importante motor de desenvolvimento económico e integração regional.
A escolha de Luanda como sede da cimeira reflecte o crescente protagonismo de Angola nos sectores energético e mineral, bem como o seu papel activo nas relações internacionais. O país tem vindo a consolidar parcerias estratégicas com potências globais, com ênfase na exploração sustentável dos seus recursos naturais e na promoção de investimentos estrangeiros.
Fonte: Novo Jornal
