A capital angolana vai receber, no próximo mês de novembro, a 7.ª Cimeira entre a União Europeia (UE) e a União Africana (UA), anunciou esta terça-feira o Conselho Europeu, através de um comunicado oficial.
O evento, que contará com a presença dos líderes dos 27 Estados-membros da UE e dos 55 países da UA, marca os 25 anos da parceria estratégica entre as duas organizações, cujo início se deu em 2000, no Cairo.
Este ano, a cimeira ganha ainda mais relevância, pois acontece num momento em que Angola assume a presidência rotativa da União Africana, reforçando o seu papel de liderança no continente.
Temas Centrais: Paz, Desenvolvimento e Cooperação
Entre os principais assuntos em debate estarão a paz e segurança, a integração económica, o comércio, o multilateralismo, a transição ecológica, a digitalização, a mobilidade, a migração e o desenvolvimento humano. Esses temas reflectem os desafios globais actuais e expressam a vontade mútua de aprofundar a cooperação entre África e Europa, com base em valores comuns e objectivos partilhados.
A cimeira será co-presidida pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, e pelo Presidente do Conselho Europeu, António Costa. A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também confirmou a sua participação, sublinhando a importância do diálogo de alto nível entre os dois blocos.
Uma História de Encontros e Parcerias
A cimeira de Luanda insere-se numa série de encontros históricos entre a UE e a UA, como os realizados em Lisboa (2007), Tripoli (2010), Bruxelas (2014 e 2022) e Abidjan (2017). Este ano, o evento dá continuidade à reunião ministerial UE-UA ocorrida em Maio, em Bruxelas, onde foi reiterado o compromisso de fortalecer a parceria estratégica entre os dois continentes.
Angola na Vanguarda do Diálogo Africano-Europeu
Para Angola, acolher este importante fórum internacional é uma oportunidade única de afirmar o seu papel de protagonista no cenário africano e global. O país tem vindo a reforçar nos últimos anos o seu envolvimento em iniciativas de mediação, cooperação regional e desenvolvimento sustentável.
Fonte: Jornal Mercado
