Luanda volta a ser palco de contestação social no próximo sábado, 26 de Julho, com uma nova manifestação organizada pela “Sociedade Civil Contestatária” contra a recente escalada dos preços dos combustíveis e das tarifas dos transportes públicos.

O protesto, que promete decorrer de forma pacífica e ordeira, terá início no Cemitério da Santa Ana e seguirá pela Avenida Deolinda Rodrigues, passando pelo supermercado Jumbo e pela histórica zona do 1º de Maio, até culminar no emblemático Largo do Soweto, um dos principais pontos de concentração popular da cidade.

Na manhã desta quarta-feira, os organizadores cumpriram os procedimentos legais ao entregar uma carta oficial ao Governo Provincial de Luanda, comunicando a realização da marcha e reiterando o compromisso com a ordem pública durante o evento.

Contestação ao ajuste tarifário

O movimento surge em resposta directa ao aumento das tarifas dos transportes colectivos, consequência do ajuste no preço do gasóleo anunciado pelo Executivo no passado dia 6 de Julho. A medida governamental tem gerado descontentamento entre diferentes sectores da sociedade, particularmente nas camadas mais vulneráveis da população luandense.

Além da contestação económica, os manifestantes exigem a libertação imediata do activista Osvaldo Caholo, detido no último sábado pelo Serviço de Investigação Criminal sob acusações de incitação à violência, rebelião e apologia pública de crime.

Precedentes e tensões

Esta será a terceira acção de protesto promovida pelo grupo desde o anúncio da subida dos preços. A manifestação anterior, realizada no dia 12 de Julho, que partiu do Mercado do São Paulo em direcção ao Largo da Maianga, foi interrompida pela intervenção da Polícia Nacional através das forças de intervenção rápida.

Os organizadores mantêm a posição de que o protesto está em plena conformidade com a legislação angolana e rejeitam qualquer alteração ao percurso previamente definido. Apelam ainda à colaboração das autoridades policiais para garantir a segurança de todos os participantes e o exercício pleno dos direitos constitucionais de cidadania.

Fonte: Novo Jornal

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