O Banco de Poupança e Crédito (BPC) recebeu, até esta segunda-feira, dia 11, quatro pedidos de crédito de empresas afectadas pelos actos de vandalismo e pilhagens registados durante as manifestações de taxistas, ocorridas entre 28 e 30 de Julho, em Luanda. Os pedidos inserem-se no pacote de medidas anunciadas pelo Governo angolano, que disponibilizou até 50 mil milhões de kwanzas para apoiar a recuperação das empresas prejudicadas.
Segundo José Matoso, director de Marketing do BPC, as quatro empresas que formalizaram os pedidos cumprem os requisitos estabelecidos no decreto presidencial que regula estas medidas de apoio. Contudo, o responsável alerta que a aceitação da documentação não garante a aprovação do crédito nem a concessão do valor solicitado. “Os pedidos estão em fase de análise, e o banco compromete-se a fazer, semanalmente, um balanço público sobre os processos submetidos e os que forem aprovados”, afirmou Matoso.
O BPC prevê concluir a análise dos documentos em até 20 dias, mas trabalha para agilizar o processo, de modo a responder às necessidades das empresas o mais rápido possível. O apoio financeiro, anunciado na semana passada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, visa beneficiar mais de 160 empresas afectadas, com o objectivo de evitar despedimentos, repor stocks e garantir o pagamento de salários.
De acordo com o ministro, a linha de crédito terá uma duração de 12 meses, com um período de carência de até nove meses para o reembolso de capital e juros. “Para algumas aquisições, especialmente de equipamentos, os gestores das unidades comerciais poderão negociar com as instituições financeiras um prazo de até nove meses para iniciar o reembolso”, explicou Massano.
Fonte: Valor Económico
