Cristina Lourenço, presidente interina da Comissão Executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), rejeitou categoricamente as acusações de que sua nomeação tenha resultado de favorecimento por ser filha do Presidente da República, João Lourenço.

Em entrevista concedida ao Jornal Expansão, a economista defendeu que sua ascensão ao cargo é fruto de mérito profissional e da antiguidade que detém na instituição. “Não sou filha de um cargo, sou filha de duas pessoas”, afirmou Cristina Lourenço, procurando afastar as críticas de nepotismo que emergiram após o anúncio da sua nomeação.

A responsável, que integra a BODIVA desde 2020, sublinhou que a decisão partiu do conselho de administração da entidade e não do Chefe de Estado. “Não há qualquer conflito de interesse. A minha trajetória fala por si”, reforçou, destacando que o seu desempenho é orientado por critérios técnicos e princípios de boa governança.

Como membro mais antigo da comissão executiva da instituição, Cristina Lourenço considera que reunia as condições necessárias para assumir a liderança interina da BODIVA, principal plataforma de negociação de títulos de dívida pública e valores mobiliários do país.

A nomeação provocou controvérsia entre analistas e organizações da sociedade civil, especialmente tendo em conta declarações anteriores do próprio Presidente João Lourenço contra práticas de nepotismo na administração pública angolana.

Em resposta às críticas, a BODIVA esclareceu que o processo de escolha seguiu rigorosamente os procedimentos internos estabelecidos e que Cristina Lourenço era a candidata mais qualificada para assumir a presidência interina da comissão executiva.

Fonte: Club-K 

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