A KPMG Angola anunciou uma reestruturação estratégica de sua governança e a nomeação de Vítor Ribeirinho como novo senior partner do escritório em Luanda, sucedendo Maria Inês Rebelo Filipe, que se aposenta após anos de liderança. A mudança faz parte de um novo modelo organizacional designado “Cluster KPMG Portugal e Angola”, que visa intensificar a colaboração entre os dois países e posicionar Angola com maior visibilidade no cenário internacional.
O novo modelo de governança integrado, segundo comunicado divulgado pela consultora, permitirá “decisões mais rápidas, uma circulação efetiva de conhecimento e uma maior integração global da atividade local”. A iniciativa reforça o compromisso da KPMG com o crescimento sustentável do mercado angolano e com a valorização do talento local.
Vítor Ribeirinho, que mantém simultaneamente a função de CEO da KPMG Portugal cargo que ocupa desde outubro de 2021, tem uma ligação histórica com Angola que remonta a 1992, quando participou da primeira missão do Banco Mundial para avaliação do setor bancário angolano, vindo a liderar o projeto em 1995. Contabilista reconhecido e revisor oficial de contas (ROC) em Portugal, Ribeirinho é também perito contabilista em Angola, com mais de 34 anos de experiência em auditoria e assurance.
O novo líder destacou o legado de sua antecessora: “Sem o seu trabalho, não estaríamos agora a dar início a esta nova fase, em que queremos projetar Angola para o Mundo. Acreditamos no potencial e no investimento que temos feito e que queremos continuar a fazer. Angola acompanha-me desde o início da minha carreira, e acredito profundamente no talento e no potencial das nossas pessoas.”
Maria Inês Rebelo Filipe deixa a KPMG Angola “por motivos de reforma”, após consolidar a posição da empresa no mercado nacional e impulsionar uma cultura de excelência, inovação e responsabilidade corporativa.
A criação do Cluster KPMG Portugal e Angola surge num momento em que o país intensifica esforços para atrair investimento estrangeiro, modernizar o setor financeiro e fortalecer a governança empresarial. A consultora pretende, com esta nova estrutura, contribuir ativamente para o desenvolvimento económico de Angola, alinhando-se às prioridades nacionais de diversificação da economia e melhoria do ambiente de negócios.
A mudança reforça ainda o papel de Angola na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como destacou Domingos Vieira Lopes, ao apontar como vantagem da ratificação dos novos estatutos o “reforço do papel de liderança e de iniciativas no seio da CPLP”.
Fonte: Jornal Económico
