Angola assinala o primeiro ano de implementação do seu programa de cirurgia robótica com resultados concretos: mais de 30 operações bem-sucedidas realizadas desde agosto de 2024 nas áreas de urologia, cirurgia geral e ginecologia-obstetrícia. A iniciativa, integrada no Programa de Expansão e Melhoria do Sistema Nacional de Saúde do Ministério da Saúde (MINSA), representa um marco na modernização dos serviços de saúde no país.
O Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2025 contempla um investimento de 21,921 mil milhões de kwanzas cerca de 24 milhões de dólares especificamente destinado ao Projecto de Implementação da Cirurgia Robótica em Angola, reforçando o compromisso do Executivo com a inovação e a melhoria da assistência médica de alta complexidade.
A aposta na tecnologia médica avançada ganhou impulso com a autorização presidencial para a celebração de ajustes directos que viabilizam não apenas a aquisição de equipamentos, mas também a capacitação de profissionais nacionais. Em outubro de 2024, o Presidente da República, João Lourenço, aprovou um contrato no valor de 5,2 milhões de dólares com a Global Humanitarian Healthcare Equity Foundation Management, LLC, para consultoria e formação técnica. A esta verba somou-se uma subvenção de aproximadamente 22 milhões de dólares atribuída à mesma entidade.
Em novembro do mesmo ano, uma nova autorização presidencial viabilizou um ajuste directo de 6 milhões de dólares, destinado a assegurar a coordenação estratégica do programa e a formação contínua de quadros angolanos ao longo de cinco anos.
O marco inaugural do programa ocorreu a 6 de agosto de 2024, no Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, em Luanda, com a realização da primeira cirurgia robótica do país. O procedimento, indicado para um paciente com cancro da próstata, foi conduzido pelo renomado urologista Vipul Patel, reconhecido internacionalmente como uma das maiores referências mundiais em cirurgia robótica.
A introdução desta tecnologia de ponta visa não apenas elevar os padrões de qualidade dos cuidados de saúde em Angola, mas também reduzir a necessidade de evacuações médicas para o exterior, promovendo a soberania sanitária e o acesso equitativo a tratamentos de alta complexidade.
Fonte: Economia & Mercado
