A Galp e a TotalEnergies confirmaram que irão iniciar ainda este ano a campanha de exploração e avaliação de três poços petrolíferos na área de Mopane, localizada na bacia do Kavango, em território namibiano. A informação foi divulgada num comunicado conjunto das empresas, após um encontro de alto nível realizado esta sexta-feira entre os líderes executivos e a Presidente da República da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah.
O anúncio marca uma nova fase no desenvolvimento dos recursos energéticos da região, numa altura em que a Namíbia intensifica esforços para se afirmar como produtora-chave de petróleo e gás no litoral africano. A campanha, inicialmente prevista para arrancar nos próximos dois anos, será agora acelerada, com o primeiro poço já em fase de preparação para operações em 2026.

Troca estratégica de ativos fortalece parceria

A aproximação entre as duas companhias ganhou novo impulso após a concretização de uma troca de participações acionárias. Em transação recente, a Galp cedeu à TotalEnergies 40% dos direitos de exploração na área PEL 83 (Mopane), mantendo-se como operadora do projeto. Em contrapartida, a empresa portuguesa adquiriu 10% da área PEL 56, onde se situa a promissora descoberta Venus, e 9,4% na PEL 91 ambas sob gestão da TotalEnergies.
Esta movimentação estratégica visa otimizar portfólios, partilhar riscos e alavancar sinergias técnicas, numa abordagem cada vez mais comum entre empresas do setor energético em África.

Compromisso com o desenvolvimento regional

Durante o encontro com a Presidente Nandi-Ndaitwah, as petrolíferas apresentaram um ponto de situação sobre os progressos técnicos, a transição de operador e os impactos socioeconómicos esperados com a exploração. O foco esteve na criação de emprego local, transferência de tecnologia e respeito pelas normas ambientais e sociais.
Paula Amorim, presidente do conselho de administração da Galp, sublinhou que “parcerias sólidas são um pilar central da nossa estratégia de crescimento”. “O nosso compromisso com a Namíbia é hoje mais forte do que nunca. Estamos confiantes de que esta geografia se afirmará como um futuro ecossistema energético de relevância global”, afirmou.
Já Patrick Pouyanné, chefe da TotalEnergies, destacou que a colaboração representa “um marco importante” no processo de transformação energética da Namíbia. “Ao alinhar as nossas competências nos projetos Venus e Mopane, estamos a lançar as bases para um novo pólo energético na região”, disse.

Decisão de investimento em 2026

As empresas indicam que estão a trabalhar para reunir as “condições necessárias a uma potencial decisão final de investimento” ainda durante este ano, particularmente no que diz respeito ao projeto Venus, considerado um dos mais promissores da costa atlântica africana.
Fonte: Jornal Negócios 

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