O Presidente João Lourenço cumprimenta o Presidente do Afreximbank, George Elombi, durante audiência em Alamein, Egipto.D.R

O Presidente da República, João Lourenço, concedeu este sábado (3 de Outubro de 2026), na cidade costeira de Alamein, no norte do Egipto, uma audiência oficial ao Presidente do Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank), George Elombi. O encontro de alto nível serviu para balançar a carteira de investimentos da instituição bancária em Angola, actualmente avaliada em 2,8 mil milhões de dólares americanos e confirmar a aprovação de um novo pacote de 1,3 mil milhões de dólares destinado ao financiamento de uma fábrica de fertilizantes no país, além de novos projectos nos sectores farmacêutico e energético.

A audiência concedida por João Lourenço em Alamein assinalou um momento estratégico na parceria entre o Executivo angolano e o Afreximbank. Com esta nova operação, o volume de financiamento acumulado da instituição em Angola atinge a marca dos 4,1 mil milhões de dólares americanos.

De acordo com informações disponibilizadas pela Presidência da República, o montante aprovado de 1,3 mil milhões de dólares será canalizado directamente para o desenvolvimento e construção de uma unidade industrial de fertilizantes em território nacional. A infra-estrutura é considerada vital para garantir a soberania alimentar e reduzir os custos dos factores de produção na agricultura angolana.

Novos projectos: Indústria farmacêutica e Banco de Energia

Para além do sector dos fertilizantes, as conversações entre o Presidente João Lourenço e o líder do Afreximbank, George Elombi, cobriram duas novas frentes industriais e financeiras de grande impacto:

  • Fábrica de Medicamentos: O Afreximbank manifestou o interesse firme de financiar a instalação de uma unidade fabril farmacêutica em Angola, visando aumentar a produção local de medicamentos essenciais e diminuir a dependência de importações sanitárias.
  • Criação do Banco de Energia Africano: A instituição multilateral pretende contar com o protagonismo de Angola na criação de um “banco de energia” dedicado ao financiamento de empresas do sector energético no continente.

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