A MCA, o Ministério da Educação, a Universidade Agostinho Neto (UAN) e o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) assinaram, esta quarta-feira, 7 de Outubro, em Luanda, dois protocolos de cooperação para construir duas escolas sustentáveis no Cazombo e no Luau, na província do Moxico Leste. Segundo o comunicado da empresa, o projecto, que se insere no programa de responsabilidade social da MCA, junta infra-estruturas de ensino fundamental, formação profissional certificada e participação das comunidades, para que o impacto dos investimentos em energia chegue também à educação.
19 salas de aula alimentadas por energia solar
Segundo o comunicado, a escola do Luau terá 12 salas, com capacidade para mais de 900 alunos por ano. A do Cazombo terá sete salas e mais de 500 alunos por ano, distribuídos em dois turnos diários.
São as primeiras escolas a surgir nos territórios onde a MCA desenvolve projectos de energia e electrificação em Angola. A electricidade necessária ao funcionamento será produzida pelos parques fotovoltaicos da empresa. De acordo com a MCA, isso permitirá prolongar o horário de utilização dos espaços e optimizar a formação profissional.
Argila local e madeira reaproveitada
Os edifícios serão construídos sobretudo com argila, matéria-prima de origem local, e com madeira das paletes usadas no transporte dos painéis solares dos projectos fotovoltaicos. O mobiliário escolar será produzido nas carpintarias da MCA, no âmbito do projecto “Recycle”, com a mesma madeira.
Formação certificada para jovens e famílias
A produção do mobiliário decorrerá em regime de capacitação para jovens locais, que terão acesso a certificações emitidas pelo INEFOP. Sempre que possível, pais, familiares dos futuros alunos e outros membros das comunidades poderão participar na construção, também em regime de formação e sob certificação do instituto.
O INEFOP vai identificar, seleccionar, formar e certificar candidatos das comunidades locais e disponibilizar técnicos e formadores. No final, está prevista a emissão de diplomas e o registo dos formandos na base de dados do instituto, como candidatos a oportunidades profissionais.
Quem faz o quê
- MCA: financia e promove a iniciativa, no âmbito do seu programa de responsabilidade social, e produz o mobiliário.
- Universidade Agostinho Neto: o Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia concebe os projectos de arquitectura e de mobiliário e acompanha a obra.
- Ministério da Educação: assegura terrenos, licenças e aprovações, bem como o funcionamento e a manutenção das escolas, incluindo a alocação de professores, auxiliares e outros profissionais.
- INEFOP: selecciona, forma e certifica os candidatos locais.
“Queremos deixar também conhecimento”
Para Elisabete Alves, PCA da MCA Angola, o projecto mostra como o conhecimento académico, o investimento empresarial, as políticas públicas e a participação local podem trabalhar em conjunto. Em declarações citadas no comunicado, a responsável afirma que a intenção é deixar “conhecimento, competências e confiança nas comunidades”, para que o impacto continue depois da conclusão das obras.
Sobre a MCA
Grupo português fundado em 1998, em Guimarães, a MCA iniciou a internacionalização em 2006, com Angola a assumir papel preponderante. Actua hoje em Energias Renováveis, Infra-estruturas, Desenvolvimento Urbano e Saúde.
