A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido da oposição em Angola, é alvo de intensas críticas pela sua incoerência nas suas ações políticas, em relação à gestão de recursos públicos e sua postura crítica ao governo.
A UNITA tem sido vocal na crítica ao governo sobre despesas consideradas supérfluas e excessivas. No entanto, o referido partido não hesitou em aceitar viaturas de luxo, com valores que podem chegar a 200 milhões de kwanzas, financiadas pelo mesmo orçamento que o partido optou por não aprovar. Esta atitude coloca em questão a consistência entre o discurso do partido e suas ações práticas, gerando debates sobre a coerência de suas políticas.
Além disso, a UNITA também é criticada por abandonar recentemente a CIVICOP, uma comissão que não oferece orçamento ou outros benefícios financeiros, enquanto continua a participar de outras comissões onde seus membros recebem benefícios substanciais, incluindo carros, casas e viagens. Esta decisão tem sido vista como um sinal de que o partido esta priorizando interesses financeiros em detrimento de compromissos políticos e sociais.
Essas ações da UNITA ocorrem em um contexto onde o custo de vida em Angola continua a aumentar, afetando significativamente a população. O contraste entre a realidade econômica enfrentada pela maioria dos angolanos e as despesas luxuosas da Assembleia Nacional levanta questões importantes sobre responsabilidade fiscal e representação política.
