A visita do Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, a Angola marca um momento significativo na diplomacia angolana, demonstrando o crescente interesse comum em fortalecer laços.
Durante a visita, foram discutidos temas importantes como a prosperidade econômica, alterações climáticas, segurança alimentar e o desenvolvimento do projeto do Corredor do Lobito, destacando a posição de Angola como um parceiro confiável dos Estados Unidos. A aproximação com os EUA, elogiada por Blinken, reflete o esforço do Presidente João Lourenço em criar um ambiente de negócios favorável e ampliar as relações de Angola com o Ocidente.
No entanto, Angola continua a manter uma postura equilibrada em sua política externa, não negligenciando suas relações com outras potências mundiais como a Rússia e a China. O analista político angolano David Sambango sublinha que, apesar desta crescente aproximação com os Estados Unidos, o governo angolano realiza um “jogo de cintura” para manter suas relações estáveis com estas outras nações.
Esta abordagem multifacetada é crucial para a posição geoestratégica de Angola na África Austral, particularmente no que diz respeito ao projeto do Corredor de Lobito e à pacificação regional.
As declarações do Ministro das Relações Exteriores, Téte António, em uma coletiva de imprensa, na quinta feira, após o encontro com Blinken, reforçam esta estratégia de equilíbrio. Apesar de Angola ter adotado uma posição crítica em relação à Rússia no conflito russo-ucraniano, as relações diplomáticas entre os dois países continuam estáveis.
Téte António enfatizou que a diplomacia angolana se baseia em princípios fundamentais de respeito mútuo, soberania e não interferência nos assuntos internos, mantendo assim canais de diálogo abertos com todas as nações.
