Barcelona e Atlético de Madrid deram um autêntico recital, que contou com oito golos, quatro para cada lado.

A primeira parte no Olímpico de Montjuic, na Catalunha, foi um hino ao (bom) futebol. O Atlético de Madrid começou por aplicar dois golpes cirúrgicos em momentos do jogo em que é exímio: na bola parada e em contra-ataque.

Aos seis minutos, os colchoneros venciam por 0-2, com golos de Julián Alvarez e Antoine Griezmann, mas o Barça estava longe de se dar por rendido.

Ainda na primeira parte, os catalães encetaram uma daquelas remontadas épicas que o futebol espanhol não se cansa de gerar, com os canteranos Pedri e Cubarsí a anularem a desvantagem de dois golos em apenas dois minutos e Iñigo Martínez a fazer o 3-2 perto do intervalo.

O ritmo continuou elevado na segunda parte, ainda que, desta feita, tivesse sido necessário esperar meia hora para se voltar a ver golos. Uma espera que valeu bem a pena, nem que seja para apreciar o talento de Lamine Yamal, que fugiu pela direita para assistir o recém-entrado Lewandowski para uma finalização simples.

O Atlético acabaria mesmo empatar no tempo de compensação, por Sorloth, a passe de Samuel Lino, num lance em que a defesa do Barcelona deu de si, abrindo uma cratera aproveitada pelo ex-Gil Vicente. Um momento à imagem do jogo: explosivo e que chegou sem aviso.
A segunda mão da meia-final da Taça do Rei entre Barcelona e Atlético de Madrid disputa-se no dia 2 de abril, no Metropolitano. MF

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