A recente inauguração da Refitec, uma fábrica de refinação de óleo alimentar com capacidade de 500 toneladas diárias, deverá pôr fim ao monopólio que o Grupo Carrinho mantém neste sector há mais de dois anos.
Pertencente ao grupo Naval, a nova unidade fabril surge num contexto em que o domínio exclusivo do mercado pelo Grupo Carrinho tem sido alvo de críticas por parte de observadores económicos, que apontam para o impacto negativo desta situação nos preços praticados.
O conglomerado benguelense, frequentemente associado aos círculos do poder, inaugurou a sua fábrica em 2022, coincidindo com a decisão governamental de alterar a pauta aduaneira. Esta alteração implicou um agravamento de 40% nas taxas de importação de óleo vegetal e de palma, produtos que anteriormente eram isentos de taxas.
Desde então, o Grupo Carrinho tornou-se na única empresa com capacidade de refinação em Angola, monopolizando o negócio no país.
À época, o agravamento das taxas aduaneiras foi justificado com a necessidade de proteger a produção nacional, apesar de não existir matéria-prima suficiente em Angola para alimentar a produção local.
Esta situação levou muitos importadores e distribuidores a abandonarem a importação de óleo já refinado para posterior embalamento em território nacional, devido aos custos elevados que encareceriam substancialmente o produto até chegar aos consumidores. VE
