O Access Bank Angola, que desde Setembro de 2024 vive um processo de reestruturação conduzido pelo português Ricardo Ferreira (agora CEO), fechou 2025 com o maior lucro da sua história em Angola. O Resultado Após Impostos (RAI) atingiu 8,711 mil milhões de kwanzas (equivalente a 9,55 milhões de dólares), um crescimento de 52,58% face aos 5,709 mil milhões de kwanzas registados em 2024.

Este desempenho acontece quase três anos depois de o antigo Finibanco ter passado para o controlo maioritário do nigeriano Access Bank Plc, que detém actualmente 87,14660% do capital. Para as famílias angolanas que mantêm poupanças ou contraem crédito no banco, o resultado reforça a estabilidade do sector e a capacidade da instituição de continuar a apoiar o quotidiano económico do país.

Lucro cresce mais de 3 mil milhões de kwanzas em valor absoluto

Em 365 dias de 2025, o banco gerou mais 3 mil milhões de kwanzas (2,86 milhões de dólares) do que no ano anterior. Os Fundos Próprios também subiram 13,44%, passando de 42,75 mil milhões para 48,49 mil milhões de kwanzas, o que demonstra maior solidez patrimonial.

O bom desempenho ocorre num momento em que o Executivo tem vindo a apostar na modernização e recapitalização do sistema financeiro nacional, com impacto directo na confiança dos depositantes em Luanda, Benguela, Huambo e demais províncias onde o Access Bank tem presença.

Activo contrai mas rentabilidade melhora

Apesar do lucro recorde, o activo total recuou 4,09%, para 168,61 mil milhões de kwanzas. A principal razão foi a redução de 31,60% na carteira de investimentos em Títulos e Valores Mobiliários (de 34,05 para 23,29 mil milhões de kwanzas). O crédito a clientes também caiu 5,91%, situando-se em 20,99 mil milhões de kwanzas.

No passivo, a contracção foi ainda mais acentuada: menos 12,52%, para 111,41 mil milhões de kwanzas.

Provisões reduzidas em 70% impulsionam resultado final

Os gestores optaram por baixar drasticamente as provisões, que caíram 70,08%, de 967,56 milhões para 289,48 milhões de kwanzas. Esta medida, combinada com o controlo rigoroso de custos durante a reestruturação, permitiu que o banco apresentasse o melhor resultado desde que abriu portas como Finibanco Angola, em Junho de 2008.

Fonte: O Telegrama

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