O Ministério das Pescas e Recursos Marinhos formalizou, nesta quarta-feira, um acordo estratégico com a empresa EM&EA e um consórcio de investidores chineses para impulsionar o subsector da maricultura no país. O investimento, estimado em 170 milhões de dólares, será implementado ao longo de quatro a cinco anos e visa consolidar Angola como um polo de aquicultura marinha sustentável na costa ocidental africana.

O ato de assinatura ocorreu nas instalações do ministério, em Luanda, com a presença da ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen dos Santos. O acordo estabelece as bases para o licenciamento, concepção e operação de um projeto integrado de aquicultura marinha, alinhado às diretrizes nacionais de desenvolvimento do setor pesqueiro e à valorização dos recursos oceânicos.

Infraestrutura e produção em larga escala

Segundo o comunicado oficial divulgado pelo ministério, o projeto incluirá a construção e operacionalização de um centro de larvicultura  dedicado à reprodução de alevinos de espécies marinhas  e a instalação de 50 tanques-rede de grande porte, projetados para alcançar uma capacidade produtiva anual de aproximadamente 300.000 toneladas de peixes marinhos.

Além disso, o investimento contempla o desenvolvimento de aquicultura tridimensional, com foco na criação de moluscos e algas marinhas. Entre as espécies previstas estão o mexilhão chileno, mexilhão da Califórnia, ostras, abalone, pepinos-do-mar e algas comestíveis, além de um módulo experimental para a criação de camarão marinho com apoio científico.

Cadeia de valor integrada e inovação

O plano prevê ainda a montagem de uma fábrica de ração aquícola, centros de processamento e armazenamento, uma cadeia de frio eficiente e um centro de comercialização, fortalecendo toda a cadeia produtiva da maricultura em Angola.

Destaca-se, ainda, a previsão de projetos científicos conjuntos e o estabelecimento de um ponto de monitoramento marinho, reforçando o compromisso com a sustentabilidade ambiental e o uso responsável dos recursos oceânicos.

Fonte: Ver Angola

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *