Angola e China reforçaram, na quarta-feira (4), os laços de cooperação bilateral com a assinatura de dois instrumentos jurídicos durante a Conferência Ministerial dos Coordenadores para a Implementação dos Resultados do Fórum de Cooperação China-África, realizada em Changsha, província de Hunan. Os acordos, centrados na saúde e no desenvolvimento económico, sinalizam um passo estratégico para o fortalecimento das relações entre os dois países.

Novo Impulso à Saúde Pública

O primeiro documento, o Protocolo sobre o Envio de Equipa Médica Chinesa a Angola, prevê a deslocação de 12 profissionais de saúde chineses para o país. A equipa terá a missão de partilhar conhecimentos, prestar assistência clínica (excluindo medicina forense) e colaborar com técnicos angolanos para reforçar o Sistema Nacional de Saúde. O protocolo inclui ainda iniciativas de intercâmbio académico, formação profissional, consultas gratuitas e parcerias directas entre hospitais angolanos e chineses, promovendo a capacitação e a modernização do sector da saúde em Angola.

Parceria para o Desenvolvimento Económico

O segundo instrumento, intitulado Acordo-Quadro de Parceria Económica para o Desenvolvimento Partilhado, estabelece uma aliança estratégica com foco na transformação económica e no desenvolvimento sustentável. Este acordo visa impulsionar a modernização agrícola e industrial de Angola, aumentar a competitividade no comércio internacional e promover a integração do país na economia global. Entre os objectivos estão o fomento de investimentos, a promoção de produtos de alto valor acrescentado e o apoio à participação de Angola e outros países africanos em cadeias globais de valor.

Compromisso Bilateral

As assinaturas contaram com a presença de altas entidades governamentais de ambos os países, reforçando o compromisso mútuo de aprofundar a cooperação em áreas-chave como saúde, economia e sustentabilidade. Estes acordos reflectem a aposta de Angola em parcerias estratégicas que promovam o desenvolvimento tecnológico e a inovação, alinhados com os objectivos de diversificação económica.

Fonte: Jornal Mercado

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