O Executivo angolano manifestou “extrema preocupação” com a recente escalada do conflito no Médio Oriente, após uma série de ataques no Irão e as subsequentes retaliações que atingiram os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuweit e Omã. Em comunicado emitido pela Secretaria de Imprensa do Palácio Presidencial, o Governo reforça o seu compromisso com a paz e exorta todas as partes envolvidas a privilegiarem os canais diplomáticos para evitar uma crise de proporções globais.
A declaração, sublinha a “profunda solidariedade” de Angola para com os povos e vítimas afectadas pela instabilidade na região. O documento alerta que as actuais hostilidades não apenas ameaçam a segurança regional, mas colocam em risco a estabilidade mundial, com potenciais repercussões em cadeia para economias dependentes do fluxo energético e das rotas comerciais que atravessam o Golfo Pérsico – factor que poderá indirectamente impactar mercados africanos, incluindo o angolano.
Reafirmando princípios basilares da sua política externa, o Executivo angolano defende “a urgente redução das tensões e o pleno respeito pelo Direito Internacional”, em consonância com a Carta das Nações Unidas. Luanda insiste na observância inalienável da soberania, integridade territorial e do princípio da não-agressão – valores que, segundo fonte oficial consultada, “guiam a acção diplomática de Angola no concerto das nações”.
Num apelo dirigido às capitais envolvidas, o Governo exorta ao exercício de “máxima contenção” e ao abandono imediato das acções militares, defendendo que apenas o diálogo poderá restabelecer a paz na região. A posição angolana alinha-se com a postura tradicional do país enquanto actor de peso na União Africana e membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde tem sistematicamente privilegiado a mediação em conflitos internacionais.

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