O Presidente da República, João Lourenço, concluiu neste domingo, 4 de maio, uma visita de Estado de dois dias à Índia, marcada por encontros de alto nível e a assinatura de acordos que visam impulsionar a cooperação entre os dois países. O ponto alto da visita foi o jantar oficial oferecido pela Presidente da Índia, Droupadi Murmu, onde o estadista angolano destacou a importância de uma nova era nas relações bilaterais.

Durante o seu discurso, o Presidente João Lourenço ressaltou o “enorme potencial da Índia” e elogiou o papel crescente do país asiático na cena internacional, sublinhando a sua capacidade de contribuir para uma “arquitectura de paz e segurança mundial” e para uma ordem económica internacional “mais justa e equilibrada”.

O Chefe de Estado angolano enalteceu também a postura da Índia em defesa da soberania e das liberdades dos povos, reconhecendo o legado de Mahatma Gandhi como símbolo dessa visão. Segundo Lourenço, tais princípios aproximam os dois países, que completam 40 anos de relações diplomáticas em 2025.

O Presidente realçou o dinamismo da cooperação Índia-África, particularmente os esforços da Índia no apoio a infraestruturas, energias renováveis e capacitação técnica no continente africano. Destacou, entre outras iniciativas, o programa “India Africa Food Processing” e a plataforma “Africa Growth Platform”, que apoiam pequenas e médias empresas e a agricultura sustentável.

Na qualidade de Presidente em exercício da União Africana, João Lourenço expressou o desejo de intensificar a colaboração com a Índia, visando resolver desafios comuns como a fome, a pobreza e a construção de infraestruturas críticas.

A visita, considerada um marco importante na diplomacia angolana, teve como pano de fundo o fortalecimento da parceria estratégica com a Índia e o compromisso mútuo de construir uma cooperação mais sólida e multifacetada.

João Lourenço regressou a Luanda acompanhado da Primeira Dama, Ana Dias Lourenço, tendo sido recebido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, e outras entidades protocolares.

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