O ministro das Relações Exteriores, Téte António, participa, desde a manhã desta quinta-feira, em Joanesburgo, na primeira reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, que tem como objectivo debater questões globais e estabelecer prioridades para o ano em curso.

O grupo é formado pelas maiores economias do mundo, assim como pela União Africana e pela União Europeia.

O chefe da diplomacia angolana participa nesta reunião, que termina na sexta-feira, na qualidade de presidente do Conselho Executivo da União Africana.

O evento, que decorre no Centro de Conferências de Sandton, em Joanesbugo, sob o lema “solidariedade, igualdade e sustentabilidade”, reúne, entre outros, os titulares das pastas da diplomacia do Grupo G20 e chefes de organizações regionais e internacionais.

O chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, fez o discurso inaugural centrado no desenvolvimento das grandes economias, questões climáticas e resolução de conflitos, além das tensões geopolíticas, aumento de intolerância, pandemias e energia e ameaça de insegurança alimentar numa coexistência global já fragilizada.

Por seu turno, Téte António manifestou safisfação pelo facto de liderar a delegação africana nesta reunião, após a conclusão com sucesso da 38ª Sessão Ordinária da Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo da UA, realizada nos dias 15 e 16 deste mês, em Addis Abeba (Etiópia), durante a qual Angola assumiu a presidência da organização continental.

O ministro angolano das Relações Exteriores disse estar igualmente satisfeito por levar neste encontro questões para consideração dos Ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, “com vista a tornar o mundo num lugar melhor para se viver”.

A primeira reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, sob a presidência sul-africana, decorre num contexto internacional e regional caracterizado pelo aumento de tensões regionais no leste da República Democrática do Congo (RDC).

Por outro lado, embora o cessar-fogo no Médio Oriente entre o Hamas e Israel tenha proporcionado alívio, é ainda frágil, e a situação continua volátil e incerta no meio de vários planos propostos para a reconstrução de Gaza.

Os temas do evento incluem, entre outros, economia global e estabilidade financeira, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável, saúde global, incluindo preparação para pandemias, tecnologia e inovação, política externa e geopolítica. Angop

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