O Governo concluiu a renegociação de um empréstimo de 1 mil milhões de dólares junto do banco norte-americano JPMorgan Chase, com prazo de três anos e taxa de juro de 8% ao ano — uma melhoria face aos 9% da linha original contraída em 2024. A operação, confirmada por fonte oficial do Ministério das Finanças à agência Bloomberg, representa uma poupança de um ponto percentual nos custos de financiamento.
Além da renovação, Angola assegurou um financiamento adicional de 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) com o mesmo credor, reforçando a sua capacidade de gestão da dívida pública num contexto de juros internacionais em ligeira moderação.
A decisão alinha-se com a estratégia anunciada pelo Executivo em novembro de 2025, quando revelou planos para renovar linhas de crédito existentes e aproveitar a descida dos custos de financiamento no mercado internacional. Na altura, o Ministério das Finanças destacou que as condições mais favoráveis permitiriam não só alongar o prazo da dívida, mas também captar novos recursos com maior eficiência.
Este movimento segue-se à emissão bem-sucedida de Eurobonds em outubro de 2025, quando Angola levantou 1,75 mil milhões de dólares a primeira colocação de títulos soberanos no exterior em três anos. Os papéis foram colocados com cupons de 9,25% (para vencimento em cinco anos) e 10,125% (para dez anos), refletindo ainda um risco país elevado, mas demonstrando renovado apetite dos investidores pela dívida angolana.
Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública de Angola deverá atingir 63,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, ligeiramente acima dos 62,4% estimados para 2025. Apesar do aumento, o Governo sustenta que a renegociação de dívidas e a diversificação de fontes de financiamento contribuem para maior sustentabilidade fiscal e estabilidade macroeconómica.
Fonte: Lusa
