A quinta edição do Fórum Internacional de Tecnologia de Informação e Comunicação (Angotic) abriu portas esta quinta-feira, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, sob o lema “50 anos a Comunicar, a Modernizar e a Desenvolver Angola”. O evento, que decorre até sábado, foi considerado pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, uma “expressão viva” do compromisso do Estado angolano com a modernização e a criação de oportunidades para os cidadãos.
Durante a abertura, Massano destacou que o Angotic vai além de uma simples vitrina de inovação, sendo uma “chamada à acção” para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que enfrentem desafios contemporâneos, como a governação electrónica, inclusão produtiva, cibersegurança e educação digital. “Queremos a tecnologia como um meio para combater desigualdades, gerar emprego, estimular o empreendedorismo e garantir serviços públicos mais eficientes e acessíveis”, afirmou, citado pela Rádio Nacional de Angola (RNA).
O ministro sublinhou ainda o simbolismo da edição deste ano, que coincide com as comemorações dos 50 anos de independência de Angola. Segundo ele, ao longo destas cinco décadas, o país alcançou avanços significativos em políticas, regulamentação e capacitação tecnológica, com destaque para o Programa de Expansão e Modernização das Comunicações, integrado no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027. Este programa visa expandir a conectividade e modernizar os serviços públicos em todo o território nacional, conforme noticiado pela Angop.
Acompanhado pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, José de Lima Massano visitou os stands do evento, onde elogiou o papel da juventude na inovação tecnológica. “As novas soluções e inovações tecnológicas estão depositadas essencialmente na juventude, facto que obriga o Executivo a continuar a estimular, apoiar e encontrar formas concretas de dar vida a muitas das iniciativas”, declarou.
Mário Oliveira, por sua vez, reforçou a importância de infra-estruturas de telecomunicações robustas para atender às necessidades da economia e do quotidiano dos angolanos. “É assim que dispomos de uma rede de acesso de internet banking, telemedicina, tele-educação e a forte aposta que o Governo tem feito na modernização administrativa, para a transformação digital e melhoria das condições dos cidadãos”, afirmou, também citado pela Angop.
A modelo e embaixadora do turismo de Angola, Maria Borges, presente no evento, destacou o potencial do Angotic para atrair turistas, enfatizando que a tecnologia facilita o acesso a informações, especialmente no que toca à localização. “São eventos que devemos unir e encontrar soluções para o futuro. Temos duas redes de telefonia móvel muito fortes no país, mas achamos que não são suficientes porque Angola está a crescer”, afirmou à Angop.
O Angotic 2025 reúne especialistas, empresas e inovadores para debater o futuro da tecnologia em Angola, promovendo parcerias e a afirmação de talentos. O evento, que se prolonga até sábado, é uma plataforma para reforçar a agenda digital do país e consolidar o papel da tecnologia como motor de desenvolvimento.
Fonte: Ver Angola
