A Câmara Africana de Energia (CAE) considera a estratégia angolana de desenvolvimento do gás natural um exemplo que pode ser seguido por outros países produtores de petróleo no continente, destacando o seu potencial para aumentar a produção energética, garantir segurança energética e acelerar o desenvolvimento económico.
Numa análise recente divulgada em comunicado, a CAE sublinha que combater a pobreza energética em África exige sistemas energéticos escaláveis, fiáveis e com baixas emissões de carbono. “A agenda acelerada do gás em Angola está a emergir como um dos caminhos mais atraentes para o futuro do continente”, afirma a entidade, que tem como missão promover investimentos no sector energético africano.
Gás como pilar da segurança energética regional
O Governo angolano tem posicionado o gás natural como elemento central da segurança energética na região, uma mudança que vai além da simples diversificação da matriz energética. Para a CAE, esta abordagem oferece um modelo replicável para outros produtores africanos que pretendam expandir a geração de energia, impulsionar a indústria e fortalecer a resiliência económica através do desenvolvimento centrado no gás.
NJ Ayuk: “Este é o modelo que o continente precisa expandir”
O presidente executivo da CAE, NJ Ayuk, citado no mesmo documento, elogiou o impulso dado ao sector em Angola: “O impulso do gás em Angola é mais do que uma história de sucesso a montante; é uma tábua de salvação na luta contra a pobreza energética. Projectos como o NGC mostram o que é possível quando decisores políticos e a indústria trabalham em conjunto para desbloquear recursos, construir infraestruturas e colocar a energia africana ao serviço do desenvolvimento africano.”
“Este é o modelo que o nosso continente precisa de expandir”, concluiu NJ Ayuk.
Do gás associado à produção independente
Historicamente, a produção de gás em Angola esteve ligada ao gás associado aos campos de petróleo bruto. O New Gas Consortium (NGC), porém, rompe com este padrão ao criar uma produção dedicada e independente dos ciclos do petróleo.
De acordo com a CAE, esta mudança estabiliza o abastecimento, apoia a industrialização a jusante e fornece um combustível mais limpo e flexível para geração de energia e indústria.
A agência Lusa, citando informações relacionadas com o NGC, destaca ainda como parcerias coordenadas e planeamento focado em infraestruturas permitem desbloquear recursos tecnicamente complexos de forma eficiente.
Fonte: Lusa
