A Azule Energy, joint venture entre a bp e a Eni, anunciou hoje a venda das suas participações nos blocos petrolíferos 14 e 14K, na Bacia do Congo, à Etu Energias por 310 milhões de dólares. A operação envolve 20% do Bloco 14 e 10% do Bloco 14K, ambos em produção desde 1999, e concretiza-se depois de a Etu Energias ter exercido o direito de preferência, anulando automaticamente o acordo anterior assinado a 11 de Dezembro de 2025 com o consórcio da Maurel & Prom e da BW Energy.

Esta transacção mantém a produção líquida dos blocos — que gerou 9.600 barris por dia atribuíveis à Azule em 2024 — e representa um movimento estratégico no sector que financia grande parte das receitas do Estado.

O negócio agora anunciado substitui por completo o compromisso anterior. Depois de a Azule ter assinado o contrato com o consórcio Maurel & Prom/BW Energy em Dezembro de 2025, a Etu Energias activou o direito de preferência previsto nos contratos de concessão, o que levou ao cancelamento automático da primeira transacção e à celebração do novo SPA.

Em comunicado, o director executivo da Azule Energy, Joseph Murphy, sublinhou que “esta transacção está alinhada com a estratégia da empresa, que visa concentrar os esforços nos activos principais em Angola”. Murphy acrescentou que, “ao concluir este desinvestimento, continuaremos a buscar oportunidades que respondam às necessidades energéticas do país e contribuam para um futuro sustentável”.

Produção Actual e Posição da Azule Energy

Em 2024, a produção líquida atribuível à Azule Energy nos dois blocos atingiu os 9.600 barris de petróleo por dia. A empresa, que integra os negócios da bp e da Eni em Angola, produz actualmente mais de 200 mil barris de óleo equivalente por dia no país.

Além dos blocos na Bacia do Congo, a Azule mantém uma participação de 42,5% no Bloco 2914A (PEL85), na Namíbia, onde desenvolve actividades de exploração na Bacia do Orange.

Fonte: Economia & Mercado

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *