O Banco de Comércio e Indústria (BCI) está a reforçar as acções de cobrança de créditos malparados, num esforço para recuperar valores em incumprimento e melhorar a sua posição financeira. A medida surge num momento em que o banco reafirma o seu compromisso com uma gestão mais rigorosa e alinhada às orientações do Banco Nacional de Angola (BNA), visando contribuir para a estabilidade do sistema financeiro nacional.

De acordo com dados actualizados até Janeiro de 2023, a carteira de crédito malparado do BCI ascendia a 79,6 mil milhões de kwanzas. Desse valor, já foram abatidos cerca de 46,2 mil milhões, restando aproximadamente 33,4 mil milhões de kwanzas em dívidas vencidas há mais de 90 dias. Este montante representa cerca de dois terços do total dos empréstimos considerados problemáticos.

Entre os nomes apontados como maiores devedores estão figuras públicas conhecidas, tais como a ex-ministra dos Petróleos, Albina Assis, o empresário Bento Kangamba e a governadora do Bengo, Antónia Nelumba. Fontes ligadas ao setor indicam que estas situações têm motivado um aumento na pressão por parte da instituição para negociar soluções viáveis com os clientes em débito.

A administração do BCI, desde a privatização conduzida pelo Grupo Carrinho em 2021, tem implementado estratégias robustas para reduzir o rácio de crédito malparado. Em 2022, esse índice atingia 47%, mas caiu para 13% no ano passado, segundo informações reveladas durante o lançamento da nova marca do banco. Esse avanço é visto como um sinal de mudança positiva na forma como o banco gere os seus recursos e relaciona-se com os clientes.

No ano passado, o BCI concedeu cerca de 60 mil milhões de kwanzas em novos créditos, dos quais metade foi destinada a adiantamentos salariais e projectos produtivos que apoiam o crescimento económico. Para este ano, a expectativa é aumentar em 30% a concessão de crédito, mantendo o foco na sustentabilidade e na proximidade com os clientes.

“Chamamos todos os nossos clientes que se encontram em situação de incumprimento a procurarem os nossos balcões mais próximos para conversarmos e encontrarmos soluções que tragam benefícios mútuos”, destacou um porta-voz do banco, sublinhando a importância de manter um diálogo transparente e colaborativo.

Com três décadas de operação em Angola e presença em todas as 18 províncias do país, o BCI reafirma o seu papel no apoio ao desenvolvimento económico nacional, oferecendo produtos e serviços adaptados às necessidades da população. O banco também anunciou planos de lançar novas ofertas a partir de Junho, com uma abordagem inovadora, visando atrair e fidelizar cada vez mais clientes.

Fonte: Lil Pasta

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