A Oferta Pública Inicial (IPO) de 29,75% do capital do Banco de Fomento Angola (BFA) deverá injetar 200 milhões de euros na economia angolana, segundo informações divulgadas pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE). A operação avalia o banco em cerca de 672 milhões de euros, sendo considerada a maior transação no âmbito do programa de privatizações em bolsa iniciado em 2023.

De acordo com Álvaro Fernão, presidente do IGAPE, a operação envolverá a colocação de 15% do capital pelo Estado angolano e 14,75% pelo Banco BPI, com previsão de conclusão entre o final de junho e início de julho. “Será a maior operação desde o início do programa de privatização em bolsa”, afirmou Fernão durante conferência em Lisboa, destacando que o IPO estará aberto a investidores não residentes. “Contamos que essa operação será um sucesso”, completou.

Odair Costa, CEO do BFA Capital Markets, reforçou o atrativo do ativo, descrevendo o BFA como “o segundo maior banco em termos de ativos em Angola” e com “retornos consistentemente elevados”. Costa destacou que o banco registrou seu maior lucro líquido em 2024 e que 1% das ações a serem alienadas pelo Estado e pelo BPI será reservado aos trabalhadores.

Atualmente, o Estado angolano detém, indiretamente, 51,9% do BFA por meio da Unitel, enquanto o BPI controla o restante do capital. O programa de privatizações, lançado em 2023, deve se estender até 2026.

Dois potenciais investidores já demonstraram interesse na operação: o fundo londrino Gemcorp e o grupo Silvestre Tulumba, conforme apurado pelo jornal Negócios. JN

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