O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, disse, esta quinta-feira, em Luanda, que a Casa do Kwanza constitui o ponto mais alto da modernização da gestão do meio circulante da instituição, permitindo o aumento da capacidade e rapidez de atendimento aos bancos comerciais.

O governador, que falava na cerimónia de inauguração da referida infra-estrutura pelo Presidente da República, João Lourenço, referiu ainda que a mesma incrementa a capacidade de armazenamento e processamento de notas e moedas metálicas, assim como reduz a intervenção humana no manuseamento de numerário.

“A Casa do Kwanza apresenta uma estrutura mais moderna e grande em termos de dimensão, em relação ao que nós tínhamos anteriormente”, salientou.

Adiantou que o BNA, nos termos da sua lei orgânica, é o banco emissor com exclusividade de emissão de notas e moedas metálicas, sendo por conseguinte o gestor do meio circulante e responsável pela circulação de notas e moedas metálicas, um curso legal no país.

Para operacionalização desta tarefa, disse, além do departamento de Emissão e Tesouraria, concorrem as delegações regionais do BNA e as custódias de valores que operam em sua representação.

“A infra-estrutura encontra-se equipada para consolidar a estratégia de continuidade de negócio do banco, dispondo de acomodações e outros meios apropriados ao prosseguimento das actividades críticas em caso de ocorrência de eventos imprevistos”, referiu.

Disse que a instituição têm implementado um vasto programa de modernização para a execução da função de gestão do numerário.

Nesta perspectiva, em todas as delegações regionais estão instalados equipamentos automáticos de processamento e distribuição de numerário, além de um sistema robusto de gestão que permite um melhor atendimento das operações.

Para assegurar o funcionamento dos

sistemas de gestão instalados na Casa do Kwanza, ressaltou, que deu-se início em Julho de 2024 a implementação do plano de formação que permitiu capacitar 76 dos 110 trabalhadores do departamento de Emissão e Tesouraria da instituição bancária.

“Hoje estes quadros possuem valências para a realização de todas as operações com destaque para as funções de técnico, serviço de segurança e tecnologia de informação”, realçou.

O BNA, acrescentou, celebrou, em Fevereiro de 2020, com uma empresa alemã, um contrato de consultoria e fornecimento de equipamentos para atender às necessidades e aos mais elevados padrões internacionais de automatização e segurança.

Fez saber que para a elaboração do projecto de fiscalização foi desembolsado 1.1 mil milhões de Kwanzas, para a construção 71 milhões de Kwanzas e 1.5 mil milhões para implementação dos equipamentos.

O governador do BNA fez saber ainda que toda a movimentação na infra-estrutura será acompanhada de forma centralizada por um sistema de videovigilância com câmaras, sensores e outros dispositivos de segurança.

“O acto de inauguração constitui a maior infra-estrutura física erguida de raiz pelo BNA num ano em que se assinala 50 anos desde o alcance da independência nacional, sob o lema preservar e valorizar as conquistas alcançadas, construindo um futuro melhor”, sublinhou.

A infra-estrutura erguida numa área de 22.562 metros quadrados, comporta 10 edifícios, dos quais um administrativo, igual número para armazenamento de numerário e metais preciosos, processamento e destruição de notas, seis de apoio técnico e de exploração.

A Casa do Kwanza é uma infra-estrutura erguida pelo BNA para funcionar como centro logístico de armazenamento, processamento e destruição de dinheiro.

O empreendimento foi construído em aproximadamente quatro anos e vai servir essencialmente para armazenamento de dinheiro e metais preciosos, processamento e destruição de notas que já não estejam em condições físicas de circular.

Casa do Kwanza por dentro

A Casa do Kwanza, erguida na Zona Económica Especial, possui cinco casas fortes como a de Paletes, de Caixas, de Metais Preciosos, de Ouro e de Transição, toda totalmente automatizada e equipada com estantes e robôs para acondicionamento, movimentação e acondicionamento do dinheiro.

Integram ainda na infra-estrutura as salas de processamento Automático de Notas, Manual de Notas e sala de Processamento de Moedas Metálicas.

A sala de processamento Automático de Notas, por exemplo, tem a capacidade de processar por máquina cerca de 33 notas por segundo, num total de mais de 4 milhões de notas por dia. Possui, igualmente, sensores para detectar notas contrafeitas.

O empreendimento possui ainda as áreas de Destruição de Notas Deterioradas, de Atendimento aos Bancos Comerciais, de Recepção de Numerário do Fabricante. Angop

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