A demora na aprovação do orçamento pelo Executivo está a condicionar o ritmo das acções de preparação da visita do Papa Leão XIV a Angola, prevista para 18 a 21 de Abril, revelou o porta-voz da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), bispo Belmiro Chissengueti.
Em entrevista à TV Girassol, o prelado, que também lidera a diocese de Cabinda, explicou que a ausência de verba aprovada cria “constrangimentos” para acelerar os trabalhos num momento em que o tempo começa a escassear. “Há muitos aspectos que precisam de ter outra velocidade, em função do tempo que começa a ser escasso”, advertiu o religioso, sublinhando que a visita, pela sua natureza, envolve obrigatoriamente o Estado.
Chissengueti reconheceu, contudo, o empenho governamental em áreas sob responsabilidade estatal: “Há aspectos que o Estado está a realizar com bastante entrega e qualidade”. O bispo não revelou o montante em discussão, mas assegurou que uma avaliação financeira só será feita após o término da visita.
O assunto tem merecido atenção directa do mais alto nível do Estado. Na semana passada, o Presidente João Lourenço reuniu pela segunda vez em duas semanas com a comissão multissectorial que coordena os preparativos, para avaliar o desempenho das diversas equipas no terreno. A estrutura é liderada pela ministra de Estado para a Área Económica e Social e integra governadores das províncias de Luanda, Icolo e Bengo e Lunda-Sul — os três territórios abrangidos pelo programa papal.
A agenda do Santo Padre inclui encontros com o Chefe de Estado, autoridades civis e religiosas, celebração de missa na Centralidade do Kilamba, visita ao icónico Santuário da Muxima e deslocação a Saurimo, capital da Lunda-Sul, onde presidirá a uma eucaristia e visitará um centro de acolhimento de idosos. O presidente da CEAST, arcebispo José Manuel Imbamba, apelou aos fiéis para se mobilizarem “espiritual e materialmente”, participando na angariação de fundos e nos serviços de acolhimento, lembrando que “o Santo Padre é o vigário de Cristo cá na terra”.
Fonte: Forbes África Lusófona

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