A chefe do departamento provincial de Benguela do Instituto Nacional da Habitação (INH), Gizela Tatiana Rodrigues, foi detida nesta segunda-feira pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suspeitas de peculato, tráfico de influência, abuso de poder e corrupção passiva. A detenção está relacionada com irregularidades na distribuição de casas nas três centralidades da província, conforme apurado pelo Novo Jornal.
A PGR aponta fortes indícios de crimes previstos no Código Penal Angolano, no âmbito do processo 73847/2024, conduzido em colaboração com órgãos de Polícia Criminal em Benguela. A medida foi justificada por receios de fuga e possível interferência na instrução processual.
As investigações iniciaram-se após denúncias de funcionários do setor, que relataram desvios de verbas e má distribuição de habitações. Parte dessas casas integra um lote apreendido pela PGR entre 2022 e 2024, num esquema fraudulento que resultou na detenção de vários funcionários do Governo Provincial de Benguela. Buscas recentes no escritório de Gizela Rodrigues levaram à apreensão de documentos e à análise de computadores pelo Serviço de Investigação Criminal.
Ao ser abordada pelo Novo Jornal após as buscas, Gizela Rodrigues afirmou estar tranquila, negando notificação formal e classificando as buscas como “normais”.
A PGR prossegue com as investigações para esclarecer a extensão das irregularidades e identificar outros possíveis envolvidos. NJ
