A Cimangola, anunciou que passará a importar combustível para manter a produção estável e evitar uma crise de abastecimento no mercado nacional. A medida surge em resposta à interrupção temporária do fornecimento de fuel oil pela Refinaria de Luanda, que se encontra em manutenção programada.

Segundo comunicado da empresa, a Sonangol informou que os trabalhos de manutenção na refinaria suspenderão o fornecimento do combustível essencial ao processo de fabrico de cimento. Diante desse cenário, a Cimangola já mobilizou alternativas logísticas, incluindo a importação emergencial de combustível, para garantir a continuidade operacional da fábrica.

“Estamos a enfrentar grandes constrangimentos na produção, mas estamos a agir com celeridade para evitar a escassez de cimento e conter a escalada de preços”, afirmou Manuel Pacavira Júnior, presidente executivo da Cimangola, em declarações à imprensa no fim de semana.

Preço do cimento dispara

O impacto já é sentido pelos consumidores. Em meados de 2025, um saco de cimento de 50 kg custava cerca de 6.000 kwanzas. Até o final do ano, o valor subiu para 10.000 kz um aumento de mais de 66% gerando preocupação entre construtores, comerciantes e população em geral.

Em várias províncias angolanas, o produto já circula acima desse valor, segundo relatos de revendedores. O Governo reconhece a situação: no final de 2025, o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, atribuiu a alta de preços à paralisação parcial de uma das principais unidades produtoras do país referindo-se implicitamente à Cimangola.

Além da importação emergencial de combustível, a Cimangola avalia o uso de carvão mineral como substituto de longo prazo ao fuel oil. A mudança visa não só mitigar riscos futuros ligados à dependência da refinaria, mas também diversificar a matriz energética da indústria cimenteira angolana.

Contudo, a empresa alerta que, caso os trabalhos na Refinaria de Luanda se prolonguem sem previsão clara de conclusão, poderá haver dificuldades crescentes em manter o abastecimento regular. Isso abre espaço para nova onda de especulação e reajustes nos preços por parte dos distribuidores.

Fonte: Novo Jornal

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