O embaixador português em Angola abordou hoje, em Luanda, as “preocupações” dos agentes económicos que operam no país africano, apontando os atrasos nos pagamentos, instabilidade cambial e inflação como impactos negativos.
Francisco Alegre Duarte discursava no encontro empresarial Angola-França-Portugal, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA) e pela Câmara Bilateral de Comércio e Indústria Angola-França (CEFA), no qual estiveram também presentes a embaixadora francesa, Sophie Aubert, e o ministro dos Transportes angolano, Ricardo Viegas d’Abreu.
Além da excessiva dependência das exportações de petróleo, que “continua a ser uma fragilidade de Angola face a choques externos”, há outros fatores que têm suscitado preocupação por parte dos agentes económicos, referiu.
“Os atrasos nos pagamentos, a instabilidade cambial, a dificuldade no repatriamento de capitais, a inflação, as taxas de juro praticadas pela banca, ou a falta de mão-de-obra qualificada, são fatores que têm tido um impacto negativo nas operações e nos planos de investimento das empresas”, disse o diplomata português.
Em Angola existem mais de 1.250 empresas portuguesas e de capital misto, com uma comunidade empresarial de dezenas de milhares de pessoas, gerando fluxos de negócios de milhares de milhões de euros em comércio, investimento e produção local.
Francisco Alegre Duarte afirmou que Portugal e França são os dois parceiros internacionais que “mais e melhor emprego geram neste país”.
