A Etu Energias, maior operador privado de energia em angola, reforçou a sua posição no offshore nacional ao adquirir 20% do Bloco 14 e 10% do Bloco 14K, ativos anteriormente detidos pela Azule Energy — joint venture entre a BP e a Eni. A transação, avaliada em cerca de USD 310 milhões, foi concluída com assessoria jurídica da EVC Advogados | Eversheds Sutherland e aguarda aprovações regulatórias para fecho definitivo no segundo semestre de 2026. Com o negócio, a produção da Etu Energias deve aumentar em aproximadamente nove mil barris de petróleo por dia.
O contrato de compra e venda assinado entre a Azule Energy e a Etu Energias transfere participações em dois dos blocos mais produtivos da Bacia do Baixo Congo, zona de relevância estratégica para a exploração petrolífera nacional. A operação enquadra-se na estratégia de crescimento da Etu Energias, que ambiciona atingir uma produção de 80 mil barris de petróleo por dia nos próximos cinco anos.
Segundo informação divulgada pela empresa, o aumento da participação nestes ativos offshore “representa um marco significativo na execução da estratégia de crescimento da empresa, sustentada em investimentos disciplinados e orientados para a criação de valor a longo prazo”.
De acordo com dados da Azule Energy, a produção líquida decorrente dos Blocos 14 e 14K foi de 9.600 barris de petróleo por dia em 2024.
Estrutura da transação e assessoria jurídica
A transação, avaliada em torno de USD 310 milhões, inclui pagamentos diferidos de até USD 115 milhões e está sujeita às aprovações regulatórias habituais no sector energético angolano. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2026.
A assessoria à Etu Energias foi liderada por João Robles, sócio de Corporate e M&A da EVC Advogados | Eversheds Sutherland. A equipa multidisciplinar envolveu ainda os sócios Diogo Bernardo Monteiro (Fiscal), João Rocha de Almeida (Direito Público e Administrativo), Sara M. Rodrigues (associada principal de Concorrência), bem como advogados seniores e juniores das áreas de Direito Societário, Fusões e Aquisições, e Direito Público.
Adicionalmente, a operação contou com o apoio de especialistas em banca e finanças do escritório da Eversheds Sutherland nos Países Baixos, nomeadamente o sócio Kees Westermann e o associado Thijmen Kluizenaar.
A Etu Energias foi ainda assessorada internacionalmente pela White & Case, através do sócio Mukund Dhar, das áreas de Energia e M&A, que descreveu a empresa angolana como “cliente de longa data”.
Fonte: Jornal Economico
