O jurista, diplomata de carreira e antigo Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Rui Jorge Carneiro Mangueira, faleceu na tarde de terça-feira, 17 de Março, em Pamplona, Reino de Espanha, vítima de doença prolongada. A notícia, confirmada por várias instituições do Estado e pelo Bureau Político do MPLA, provoca comoção na classe política, na diplomacia angolana e entre militantes do partido no poder. Para muitas famílias angolanas, especialmente nas camadas que acompanharam a trajectória do pós-independência, a partida representa a perda de um quadro que simbolizava compromisso com o Estado e com as causas nacionais.
O Bureau Político do Comité Central do MPLA manifestou “profunda dor e consternação” pelo passamento do camarada, destacando o seu ingresso precoce na luta pela Independência Nacional, ainda em 1974, através da Organização de Pioneiros de Angola (OPA) e da JMPLA. Rui Mangueira integrou depois o Comité Central do MPLA, onde exerceu militância activa.
Trajectória de serviço público e missões diplomáticas
Formado em Direito, Rui Jorge Carneiro Mangueira destacou-se como jurista e diplomata. Foi Secretário de Estado das Relações Exteriores, Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos durante o Governo do ex-Presidente José Eduardo dos Santos e desempenhou missões diplomáticas de relevo, nomeadamente como embaixador de Angola no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e nos Emirados Árabes Unidos.
O Ministério das Relações Exteriores, a Embaixada de Angola nos Estados Unidos e outras entidades já expressaram publicamente o pesar, classificando a sua morte como “perda irreparável” para a diplomacia nacional. O malogrado era reconhecido pelo zelo, lealdade, espírito conciliador e entrega à causa pública.
Legado de compromisso e nota de pesar do MPLA
Na mensagem oficial divulgada ontem, o Bureau Político do MPLA sublinha que Rui Mangueira deixa “um legado que permanecerá na memória dos seus colegas contemporâneos e camaradas de militância”. O partido endereçou à família enlutada os mais profundos sentimentos de pesar e solidariedade, reconhecendo o “inestimável contributo” do camarada ao povo angolano e ao MPLA.
