O Executivo formalizou um empréstimo de 208 milhões de euros junto da Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco público português, para financiar a reabilitação integral das ruas da Urbanização Nova Vida, na província de Luanda. A medida visa pôr fim a anos de degradação urbana que transformaram o bairro, outrora referência de planeamento habitacional, num espaço marcado por vias intransitáveis, falta de saneamento básico e insegurança.
A intervenção foi autorizada pelo Presidente da República em novembro de 2023, através de um ajuste direto no valor de 259,4 milhões de dólares norte-americanos, destinado à execução das obras de infraestrutura viária. Apesar da aprovação presidencial e da urgência manifesta pelos moradores, o projeto permaneceu paralisado até agora, sem que qualquer obra tivesse sido iniciada.
Segundo relatos de residentes e reportagens anteriores do Novo Jornal, a Urbanização Nova Vida enfrenta hoje problemas críticos: acúmulo de lixo, água estagnada, proliferação de mosquitos, falta de abastecimento de água potável em diversos edifícios e assaltos à luz do dia. Ruas esburacadas e com erosão transversal e longitudinal tornaram-se comuns em quase toda a extensão do bairro, dificultando a circulação de pessoas e veículos.
Na altura da assinatura do ajuste direto, o Chefe de Estado justificou a medida com base “no elevado nível de degradação em que se encontram as ruas e estradas da Urbanização Nova Vida”, destacando que a reabilitação visava “melhorar a qualidade de vida das populações” e garantir “uma circulação mais segura de pessoas e bens”.
Com o novo financiamento assegurado junto da CGD, espera-se que a empreitada avance nos próximos meses. O contrato prevê que a obra seja executada por uma empresa elegível indicada pela entidade financiadora, alinhando-se com os critérios técnicos e legais exigidos pelo acordo de empréstimo.
Fonte: Novo Jornal
