A visita apostólica do Papa Leão XIV a Angola, agendada para 18 de Abril próximo, decorre dentro do calendário estabelecido pela Comissão Multissectorial nomeada pelo Executivo, garantindo condições logísticas e de acolhimento nos três pontos do país que receberão o Santo Padre: o novo aeroporto de Kilamba, o histórico Santuário Nacional da Muxima e a cidade de Saurimo, na Lunda-Sul.
A confirmação foi transmitida na sexta-feira, 20 de Março, pela ministra de Estado para a Área Social, Maria do Rosário Bragança, após uma reunião de balanço orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, no Ministério do Planeamento e Ordenamento do Território, na Cidade Alta. Segundo a governante, todas as tarefas programadas — desde a preparação dos espaços litúrgicos até à articulação com as autoridades eclesiásticas — seguem o ritmo previsto, sem constrangimentos significativos.
«Estamos a trabalhar com especial atenção nos locais que acolherão as celebrações: Kilamba, para o encontro com a juventude; Muxima, onde o Papa terá um momento privado no Santuário e uma celebração aberta aos peregrinos; e Saurimo, que receberá pela primeira vez um Pontífice na sua história», explicou Bragança, destacando que, com a proximidade da data, a equipa técnica intensifica agora o ritmo de execução das acções em curso.
A ministra aproveitou ainda para apelar ao civismo e ao respeito da população durante os dias da visita, lembrando que o Papa Leão XIV chega ao país não apenas como Chefe de Estado da Santa Sé, mas sobretudo como pastor universal. «Trata-se de uma figura que transmite valores de paz, reconciliação e esperança — mensagens particularmente oportunas para o nosso momento histórico», afirmou, ecoando o apelo já lançado pela Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe (CEAST).
A Comissão Multissectorial, coordenada pela própria ministra de Estado, integra representantes de diversos ministérios, quadros da Administração Pública Central e os governadores das províncias de Luanda, Icolo e Bengo e Lunda-Sul — territórios directamente envolvidos na agenda papal. A expectativa das autoridades é que a visita reforce o diálogo inter-religioso e inspire iniciativas de coesão social, sobretudo entre as comunidades mais vulneráveis.
