O jornalista Graça Campos desmentiu categoricamente os rumores de que teria fugido para Lisboa (Portugal) após alegadamente escapar a um atentado contra a sua vida em Luanda.
As alegações surgiram na sexta- feira, 27, por meio de uma publicação feita pelo jornalista e escritor Salas Neto, na sua página do Facebook.
Na publicação, Salas Neto afirmou que Graça Campos “teve que fugir para Lisboa nas corridas há dias” devido a um suposto ataque.
Em resposta, Graça Campos desmentiu as declarações de Salas Neto, utilizando a mesma plataforma, onde apresentou uma cronologia detalhada dos acontecimentos.
Segundo Graça Campos, viajou para Luanda no dia 7 de Novembro com regresso a Lisboa agendado para o dia 23 de Dezembro, conforme previamente planeado.
Durante a sua estadia em Angola, deslocou-se ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) para prestar declarações no âmbito de um processo judicial movido contra si por Bali Chilonga, jurista e analista político.
“Prestadas as declarações, saí do SIC sem qualquer medida de coação que me inibisse de deixar o país. Durante o tempo que permaneci em Luanda, não me apercebi de qualquer atentado contra a minha vida”, esclareceu o jornalista.
Graça Campos reiterou que o regresso a Lisboa não foi motivado por qualquer evento extraordinário, reafirmando que a viagem estava previamente agendada.
Veterano do jornalismo angolano e antigo director do extinto Semanário Angolense, Graça Campos é actualmente colaborador da Rádio Essencial, onde participa no programa “Conversas Essenciais”, conhecido por promover debates incisivos sobre questões nacionais.
A declaração pública de Salas Neto, que utilizou uma linguagem informal ao afirmar que, caso o suposto atentado fosse verdadeiro, “o país está fodido”, gerou reacções intensas e debates nas redes sociais, com opiniões divididas sobre o conteúdo e a forma das acusações. IP
