O financiamento representa cerca de 76 por cento do programa total de investimento que o Grupo angolano prevê para a sua expansão industrial e reforço da segurança alimentar no país.

O Grupo Carrinho, uma das principais referências do sector agroindustrial angolano, vai beneficiar de  um financiamento de até 40 milhões de dólares norte-americanos da International Finance Corporation(IFC), instituição do Grupo Banco Mundial dedicada ao financiamento do sector privado.

Nelson Carrinho anunciou a parceria durante  a segunda edição do Fórum de Investimento da África Lusófona, sem revelar maiores detalhe sobre o mesmo.

Contudo, a Forbes apurou que, de acordo com a informação publicada no portal oficial da IFC, o financiamento destina-se a apoiar um programa de investimentos de 52,1 milhões de dólares nas operações industriais do Grupo em Angola.

Investimento na produção nacional

O programa prevê a expansão da capacidade de moagem de trigo, a construção de um armazém no complexo industrial de Benguela, a instalação de uma cozinha central em Luanda, a aquisição de novos camiões e a implementação de software de gestão empresarial nas lojas do Grupo.

Estes investimentos integram a estratégia de substituição de importações desenvolvida pelo Grupo Carrinho desde 2016, com o objectivo de reforçar a capacidade produtiva nacional e contribuir para a segurança alimentar em Angola.

Apoio aos produtores e às pequenas empresas

A parceria entre as duas instituições não se limita ao financiamento. Desde 2021, a IFC presta assistência técnica ao Grupo Carrinho, apoiando a criação de ligações comerciais entre produtores agrícolas e  o mercado, sobretudo nas cadeias de produção de aves e de cereais destinados à alimentação animal.

A iniciativa inclui formação, assistência técnica aos agricultores e apoio ao desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas ligadas à cadeia de valor agroindustrial.

Segundo a IFC, espera-se que o investimento contribua para aumentar a produção nacional de farinha de trigo e seus derivados, dinamizar a actividade económica, criar oportunidades de emprego e fortalecer as relações comerciais com fornecedores locais, incluindo pequenos produtores agrícolas.

O financiamento representa também uma oportunidade para reforçar o acesso das empresas agroindustriais angolanas a recursos financeiros de longo prazo, essenciais para a modernização das infraestruturas e o aumento da competitividade.

Fonte: Forbes Africa Lusofona

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *