A empresária Isabel dos Santos, filha do saudoso antigo Presidente da República José Eduardo dos Santos, utilizou as redes sociais para contestar veementemente um artigo da CNN Portugal, classificando-o como uma “campanha de desinformação” perpetrada pelo jornalista António José Vilela.
A polémica surgiu após a publicação de um artigo que alegava uma condenação da empresária pelo Tribunal de Recurso de Amesterdão por má gestão, informação que Isabel dos Santos refuta categoricamente.
Através do seu perfil oficial no Instagram, na manhã desta segunda-feira, a empresária foi clara nas suas declarações: “Simples: eu não fui condenada pelo Tribunal de Recurso de Amesterdão. Nem existe nenhum processo contra mim pessoalmente no Tribunal de Recurso de Amesterdão”.
Isabel dos Santos criticou duramente a conduta do jornalista António José Vilela, sublinhando que este nunca a entrevistou nem solicitou o seu posicionamento sobre o assunto em questão. Esta omissão, segundo a empresária, constitui uma violação flagrante das normas éticas fundamentais do jornalismo, nomeadamente o princípio do contraditório.
A empresária esclareceu ainda que a Enterprise Chamber da Holanda, mencionada no artigo da CNN Portugal, não possui competência legal para emitir condenações, contradizendo assim a narrativa apresentada pelo canal português.
Conteúdo do Artigo Contestado
O artigo assinado por António José Vilela alegava que o Tribunal de Recurso de Amesterdão, através de uma secção especial do Tribunal do Comércio dos Países Baixos, teria condenado Isabel dos Santos, Mário Leite da Silva e outros antigos colaboradores por má gestão.
Segundo o texto da CNN Portugal, o processo revelou alegados esquemas que resultaram na retirada de milhões de euros da Sonangol, envolvendo negócios com duas empresas de direito holandês. O artigo citava ainda testemunhos, incluindo o de Leite da Silva, que teria sido gravado num hotel no Porto em maio de 2022 por investigadores holandeses.
A empresária classificou as alegações como falsas e desprovidas de contraditório, reforçando a importância do jornalismo responsável e ético no tratamento de assuntos sensíveis.
