O Presidente da República, João Lourenço, foi o convidado de honra da cerimónia de abertura da 6ª Conferência Internacional Angola Oil & Gás 2025, realizada esta manhã no Centro de Convenções de Talatona. O Chefe de Estado presidiu à sessão solene, que marcou não só o arranque do evento, mas também um momento simbólico para o sector petrolífero angolano: o início do primeiro carregamento de petróleo bruto por uma plataforma recém-activada ao largo da costa angolana, transmitido em directo para os presentes.
Acompanhado pela Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, o Presidente visitou a exposição sobre a indústria petrolífera e assistiu a uma encenação que retratou 70 anos de exploração de crude em Angola, desde os seus primórdios até aos dias de hoje.
Petróleo como Motor de Desenvolvimento
Em seu discurso, João Lourenço sublinhou a importância estratégica da conferência, que decorre sob o lema “Angola 50 Anos: Petróleo e Gás, um Factor de Desenvolvimento”, num ano em que o país celebra meio século de independência. “O sector petrolífero foi fundamental para a economia e o desenvolvimento de Angola”, afirmou, recordando a criação da Sonangol em 1976 e a aprovação da primeira Lei das Actividades Petrolíferas em 1978, marcos que lançaram as bases para a indústria nacional.
O Presidente destacou que, apesar dos desafios actuais, como o declínio da produção, o Governo tem implementado medidas para atrair investimentos privados, melhorar a governação do sector e promover a exploração sustentável. “Angola oferece estabilidade contratual, segurança jurídica e previsibilidade”, garantiu, apelando a parcerias que beneficiem as comunidades locais e o desenvolvimento nacional.
Transição Energética e Conteúdo Local
João Lourenço reafirmou o compromisso de Angola com a transição energética, sem descurar a exploração responsável dos recursos fósseis. “Devemos usar parte das receitas do petróleo para fomentar energias renováveis, como solar, eólica e biomassa”, disse, acrescentando que o país está empenhado em reduzir emissões de gases de efeito estufa e adoptar práticas menos poluentes.
O Chefe de Estado salientou ainda a importância do conteúdo local, defendendo que os benefícios da exploração petrolífera devem ser partilhados com a sociedade angolana, especialmente com os jovens. “O sector deve criar oportunidades de estágio e primeiro emprego, abrangendo toda a cadeia de valor”, frisou.
Desafios e Oportunidades
A 6ª Angola Oil & Gás 2025 surge num contexto de recuo na produção, mas também de novas oportunidades, como a Estratégia de Exploração 2020-2025 e a captação de investimentos para impulsionar a competitividade do país no mercado global. O Presidente apelou à colaboração entre sectores público e privado, à transferência de conhecimento e à inovação tecnológica para garantir que o petróleo continue a ser um instrumento de progresso económico e social.
Um Futuro Sustentável
Ao declarar aberta a conferência, João Lourenço deixou um apelo à construção de parcerias duradouras e ao diálogo construtivo, para que o sector petrolífero angolano possa gerar riqueza, criar empregos e respeitar o ambiente. “Que este evento seja um marco para um futuro de prosperidade e justiça social”, concluiu.
