O Presidente da República, João Lourenço, apresentou esta quarta-feira um balanço otimista sobre os avanços na economia angolana durante a Mensagem sobre o Estado da Nação, que marcou a abertura do Ano Parlamentar 2025/2026. No discurso proferido na Assembleia Nacional, o Chefe de Estado destacou três pilares estratégicos: modernização da aviação nacional, sustentabilidade das finanças públicas e expansão do acesso à energia elétrica.

TAAG recebe 19 novos aviões até 2027

A TAAG – Linhas Aéreas de Angola prepara-se para dar um salto qualitativo com a aquisição de aeronaves de última geração. A companhia já incorporou cinco aviões modernos: dois Boeing 787-9 Dreamliner e três Airbus A220-300. Até 2027, a frota será reforçada com mais 15 Airbus A220-300 e quatro Boeing 787-9 Dreamliner.

Com 20 aeronaves atualmente em operação, a transportadora nacional assegura ligações a 12 destinos domésticos, nove regionais e quatro intercontinentais. A expansão visa posicionar Angola como hub aéreo da África Austral, impulsionando o turismo e facilitando o comércio internacional.

“Esta modernização representa um salto qualitativo no transporte aéreo nacional, elevando o conforto dos passageiros, reduzindo custos e reforçando a competitividade da TAAG no mercado regional e global”, sublinhou João Lourenço.

Dívida pública cai para níveis sustentáveis

As finanças públicas apresentam sinais positivos de recuperação. O rácio da dívida pública desceu de 115,9% do Produto Interno Bruto em 2020 para 55,5% em 2024, situando-se abaixo do limite de 60% recomendado por instituições financeiras internacionais.

Segundo dados do Ministério das Finanças, até julho deste ano, a dívida total fixava-se em cerca de 58 mil milhões de dólares, com a componente interna em torno de 11 mil milhões de dólares. No final de 2024, o montante era de aproximadamente 60 mil milhões de dólares, confirmando uma trajetória descendente.

O Presidente atribuiu estes resultados a uma gestão prudente, que incluiu diversificação de fontes de financiamento, alongamento de prazos de maturidade e renegociação de contratos. Em linha com a Estratégia de Endividamento 2024-2026, o Executivo pretende reduzir o peso do serviço da dívida para até 45% da despesa total, garantindo sustentabilidade e atratividade para investidores.

Dois milhões de famílias com acesso à eletricidade

O sector energético regista igualmente progressos notáveis. A capacidade de produção de energia elétrica cresceu de 450 megawatts em 1975 para 6.300 megawatts atualmente, beneficiando mais de dois milhões de famílias angolanas.

O país dispõe de 72 centrais eletroprodutoras: 13 hidroelétricas, 45 térmicas, cinco solares e nove híbridas. Entre os projetos estruturantes destacam-se a conclusão e expansão das centrais de Capanda, Laúca, Matala, Biópio, Xicapa e Cambambe, além da construção de parques solares em Benguela, Bié, Huambo, Lunda Norte e Moxico.

Com uma taxa de acesso à eletricidade de 48%, o Governo prosseguirá com a interligação das redes regionais para cobrir todo o território nacional. “Este esforço visa garantir maior estabilidade no fornecimento, impulsionando o desenvolvimento económico e social das comunidades”, afirmou o Presidente.

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