As chuvas torrenciais que assolaram múltiplas regiões de País nos últimos dias provocaram mortes, desaparecimentos e danos avassaladores na infraestrutura básica, obrigando o Governo a mobilizar equipas de resgate e assistência humanitária numa corrida contra o tempo para socorrer populações afectadas.
O Presidente da República, João Lourenço, emitiu ontem uma mensagem oficial de pesar e mobilização, na qual lamenta a perda de vidas humanas e apela a uma resposta célere das instituições estatais para mitigar o sofrimento das famílias sinistradas. Segundo o Chefe de Estado, além das vítimas fatais, há cidadãos dados como desaparecidos, situação que exige operações intensivas de busca e salvamento em zonas de difícil acesso.
“Estamos perante uma situação dramática que exige de nós todos um esforço conjunto”, afirmou o Presidente, destacando que o Executivo assumiu o compromisso de garantir assistência imediata aos desalojados, reabilitação de estradas interrompidas e reposição dos sistemas de abastecimento de água potável em localidades onde a rede foi severamente afectada.
A mensagem presidencial sublinha ainda o colapso verificado em equipamentos sociais essenciais desde escolas a centros de saúde e o desalojamento de centenas de famílias cujas habitações, muitas delas de construção precária, não resistiram à força das águas. Em vários municípios, a normalidade do quotidiano foi interrompida, com bairros inteiros submersos e vias de ligação cortadas, dificultando o acesso das equipas de emergência.
O Presidente da República dirigiu condolências profundas às famílias enlutadas e encorajou as autoridades provinciais e municipais a actuarem em coordenação com os serviços nacionais de protecção civil, bombeiros e Forças Armadas Angolanas para acelerar a resposta humanitária. “A assistência aos sinistrados não será posta em causa”, garantiu, reafirmando que todos os recursos do Estado serão mobilizados sem hesitações.

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