O JPMorgan Chase, maior banco dos Estados Unidos da América, anunciou esta quarta-feira resultados financeiros consolidados para o ano de 2025, com um lucro líquido de 57,048 mil milhões de dólares (cerca de 48,9 mil milhões de euros), o que representa uma queda de 2% face a 2024, apesar de um crescimento de 3% nas receitas totais, que atingiram 185,581 mil milhões de dólares.

Apesar do recuo na rentabilidade que passou de 18% em 2024 para 17% em 2025 e da redução do rácio de capital CET1 (Common Equity Tier 1), que caiu de 15,7% para 14,5%, o grupo demonstrou resiliência em vários segmentos de negócio, impulsionado pela expansão da base de clientes e pelo desempenho sólido nas áreas de investimento e gestão de ativos.

Crescimento em áreas-chave compensa quebra na banca corporativa

O segmento de negócios de consumo registou um aumento de 4% no lucro, totalizando 18,245 mil milhões de dólares. Já a banca comercial e de investimento foi o destaque do ano, com um salto de 12% no resultado líquido, alcançando 27,761 mil milhões de dólares.

A gestão de ativos também teve desempenho notável, com um lucro de 6,522 mil milhões de dólares, correspondente a um aumento de 20% em relação ao ano anterior.

Em contrapartida, a banca corporativa enfrentou dificuldades significativas, com uma quebra de 57% no lucro, que caiu para 4,520 mil milhões de dólares, refletindo os desafios macroeconómicos e o ambiente de crédito mais restritivo.

Ao longo de 2025, o JPMorgan Chase adicionou 1,7 milhão de novas contas correntes e 10,4 milhões de contas de cartão de crédito, sinalizando uma forte captação de clientes particulares e reforçando a sua liderança no setor bancário norte-americano.

Fonte: Lusa

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