O Banco Millennium Atlântico fechou o exercício de 2025 com um lucro líquido de 22,04 mil milhões de kwanzas (cerca de 24,16 milhões de dólares), um aumento de 31,04% em relação aos 16,82 mil milhões de kwanzas registados em 2024. Trata-se do melhor resultado dos últimos cinco anos, sinalizando uma recuperação sustentada do banco e reflectindo sinais positivos na economia angolana, num contexto em que as famílias e empresas buscam maior acesso ao crédito para fazer face aos desafios do dia-a-dia.

O crescimento dos resultados demonstra a resiliência do sector bancário nacional num ambiente ainda marcado pelos efeitos da pandemia e pela volatilidade do kwanza.

Activo cresce 17,36% e ultrapassa os 2,35 biliões de kwanzas

O balanço do banco revela um activo total de 2,35 biliões de kwanzas (2,58 mil milhões de dólares), um aumento de 17,36% face aos 2,00 biliões de kwanzas de 2024. Este desempenho foi sustentado pelo reforço da carteira de títulos e pela expansão do crédito concedido a clientes.

O passivo fixou-se em 2,10 biliões de kwanzas (2,30 mil milhões de dólares), com os recursos de clientes a representarem quase a totalidade (97,99%).

Carteira de títulos sobe 21% e crédito a clientes cresce 16,69%

No quarto trimestre de 2025, a carteira de títulos e valores mobiliários atingiu 932,99 mil milhões de kwanzas (1,02 mil milhões de dólares), mais 21,07% que no período homólogo de 2024. Este segmento representou 39,72% do activo total, consolidando-se como uma das principais alavancas de rentabilidade.

Já o portfólio de crédito a clientes somou 566,45 mil milhões de kwanzas (620,91 milhões de dólares), uma subida de 16,69%. Este aumento traduz-se em maior apoio às famílias angolanas e às pequenas e médias empresas, especialmente nas províncias, onde o acesso ao financiamento continua a ser crucial para o desenvolvimento de negócios locais.

Recursos de clientes atingem 2,05 biliões de kwanzas

Os depósitos e outros recursos de clientes cresceram 20,76%, alcançando 2,05 biliões de kwanzas (2,25 mil milhões de dólares). Este indicador reforça a confiança dos angolanos no Millennium Atlântico e no sistema financeiro nacional, num momento em que a poupança e a gestão cuidadosa das finanças familiares ganham ainda mais importância face à inflação e à desvalorização do kwanza.

Os fundos próprios subiram 7,85%, passando para 231,10 mil milhões de kwanzas (253,32 milhões de dólares), o que demonstra maior solidez patrimonial do banco.

Fonte: O Telegrama

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