O ministro do Interior, Manuel Homem, prometeu, para os próximos dias, um esclarecimento sobre a proveniência da bala que atingiu mortalmente a menor Vitória Wamy Kuando da Rocha, de 8 anos, quando se encontrava no interior da sala de aula, no Colégio Elizângela Filomena, em Luanda.

Manuel Homem avançou a garantia através de uma mensagem publicada na sua conta oficial da rede social Facebook. “Estamos a acompanhar o trabalho dos órgãos de investigação do Ministério do Interior e não vamos descansar enquanto não tivermos respostas sobre essa fatalidade”, garantiu o governante, tendo, em seguida, endereçado à família enlutada os sentimentos de pesar.

A reacção do ministro do Interior surge numa altura em que se avançam três versões sobre a verdadeira proveniência da bala que atingiu a região lombar da menina Vitória da Rocha. A primeira versão, avançada pela Polícia Nacional, aponta para uma bala perdida, ao passo que a segunda, não oficial, refere que a bala perdida que atingiu mortalmente a menina terá resultado de uma troca de tiros entre um agente da Polícia Nacional e um meliante nos arredores do Colégio Elizângela.

Já a terceira, mais comentada nas redes sociais, diz que resultou do disparo efectuado por um colega com a mesma idade, que terá levado, supostamente, a arma do pai ao colégio. Na eventualidade de se comprovar a última versão, o jurista Almeida Lucas Chingala, ouvido pelo Jornal de Angola, avançou que o Colégio Elizângela Filomena poderá ser responsabilizado civilmente, por ter falhado no dever de vigilância ou na implementação de medidas de segurança adequadas, como a inspecção de mochilas ou a prevenção da entrada de armas no recinto escolar. Do mesmo modo, continuou o jurista, o proprietário da arma de fogo também poderá ser responsabilizado por negligenciar a guarda da arma de fogo. “Configura uma violação do dever de cuidado, conforme definido no artigo 13.º do Código Penal”, informou Almeida Lucas Chingala.

Em declarações ao Jornal de Angola, Engrácia Kuando, mãe da menina Vitória, disse ter recebido a notícia da morte da filha pouco tempo depois de o motorista a ter deixado no colégio. “A escola ligou para a minha irmã a informar que a Vitória tinha sofrido um acidente e que tinha sido levada à Clínica Espírito Santo”, contou a mãe, aos prantos, acrescentando que foi neste local em que a família foi informada da morte da menor. AN

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