O Ministério das Relações Exteriores (MIREX) enfrenta, há mais de 30 dias, uma falha no sistema informático responsável pela homologação de documentos angolanos para utilização no estrangeiro. A situação tem afectado dezenas de cidadãos que precisam de validar diplomas, certidões e outros papéis para fins internacionais.

A avaria, que atinge todas as repartições consulares do país, foi confirmada pelo Instituto das Comunidades Angolanas no Exterior e Serviços Consulares (ICAESC). Em comunicado, o instituto informou estar impossibilitado de receber e processar documentos devido a problemas técnicos. A interrupção prolongada tem gerado insatisfação entre os utentes, que reclamam da falta de informação e da ausência de previsão para a normalização dos serviços.

“É muito frustrante. Estou com os meus papéis prontos, mas não consigo dar seguimento ao meu processo no exterior por causa dessa falha. Ninguém nos diz quando vai ser resolvido”, contou à saída de uma repartição consular em Luanda um cidadão que preferiu não se identificar.

O Novo Jornal verificou a existência do problema desde 18 de Junho, altura em que noticiou que o sistema estava inoperacional há duas semanas. Até à sexta-feira, 4 de Julho, a situação permanecia sem solução, com os serviços completamente paralisados.

Ao contactar o MIREX no mês passado, o Novo Jornal não obteve resposta oficial sobre o caso. Contudo, uma fonte próxima ao ministério, que pediu anonimato, revelou que o problema não é exclusivo do MIREX. “Esta falha também afecta o Ministério da Justiça e outros sectores. É um problema técnico generalizado e, por enquanto, não há data prevista para a recuperação total do sistema”, afirmou.

Diante da demora, os cidadãos exigem maior transparência e agilidade na resolução. “Precisamos de respostas claras e rápidas. Esta espera está a atrapalhar os nossos planos de estudo, trabalho e até mesmo compromissos familiares fora do país”, destacou outro utente afectado.

O caso evidencia a dependência crescente dos serviços públicos angolanos de sistemas digitais e levanta dúvidas quanto à manutenção e modernização da infraestrutura tecnológica do Estado. Enquanto a questão não é solucionada, muitos angolanos continuam impedidos de avançar com projectos no exterior, afectando directamente a sua mobilidade internacional.

Fonte: Novo Jornal

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