Declaração do Presidente da República à impressa após inauguração e visita ao Hospital Geral de Cacuaco “Heróis de Kifangondo”
O que eu tenho a dizer é que o trabalho não está concluído, já se tem construído muitos hospitais de nível primário, mas as necessidades que o país tem, de acordo com o crescimento populacional, aconselham-nos a continuarmos a construir mais infra-estruturas deste nível, estou a referir-me ao nível primário.
A perspectiva é continuarmos a fazer o que já vimos fazendo, não apenas no quadro do PIIM, mas de outros programas a nível do país, tem-se construído muitos hospitais de nível primário e vamos continuar a fazê-lo, em paralelo com hospitais desta categoria, de nível terciário, cujo trabalho também não está concluído.
Três frentes que devem caminhar em simultâneo
Nós temos três frentes que devem caminhar quase que em simultâneo, uma primeira frente é a construção em si das infra-estruturas, mas sem descurar as outras duas que são a necessidade da manutenção das infra-estruturas e dos respectivos equipamentos, a solução para isso é na aprovação dos orçamentos, prever verbas para este efeito, para que a qualidade do serviço não baixe desde o dia da inauguração para frente.
E uma outra frente é a da formação contínua dos profissionais de saúde a todos os níveis, em relação à formação contínua dos profissionais, estamos a fazê-lo, não apenas no país, como também num número mais reduzido no exterior do país. As próprias unidades hospitalares de nível terciário que também estão a funcionar, acabam por funcionar como centros de formação, portanto, em termos de formação, o investimento está a acontecer, ele é menos visível.
Redução do Investimento a Junta Médica
Desde o momento em que nós tomámos a decisão de reduzir o investimento que fazíamos, investimento que não era investimento – as despesas, as altas despesas, grandes despesas que tínhamos com a Junta Médica, enviando milhares de cidadãos angolanos para o exterior, invertemos essa despesa em investimento aqui no país, desde essa altura, além da construção de infra-estruturas, nós prestamos atenção, sobretudo, a dois tipos de patologias que eram aquelas que mais levavam o Governo a enviar cidadãos para o exterior do país em tratamento.
Estou a referir-me aos problemas do foro cardíaco e problemas do foro renal, não tínhamos capacidade de atender doentes de forma satisfatória nestas duas áreas. Começámos a criar essa capacidade de atendimento de doenças do coração e de atendimento de doenças do rim, com excepção do transplante. Em relação ao rim, só não fazemos o transplante, mas, do resto, a simples diálise e Portanto, nestas duas áreas, vamos dar continuidade.
Centro Oncológico está ser construído em Luanda.
Em relação ao câncer, nós reconhecemos que não temos ainda capacidade de atender grande parte dos nossos doentes com câncer. Aliás, uma das excepções que abrimos para a junta médica, dos poucos doentes que ainda beneficiam da junta médica, porque, ao contrário do que muita gente diz, ela não foi encerrada, existe, o número reduziu muito, mas dos poucos que ainda conseguem sair em junta são precisamente esses doentes com situações de câncer. Devemos e já estamos a fazê-lo, estamos a prestar atenção à assistência aos doentes de câncer, começando por esses investimentos para os doentes, as crianças que padecem de diversos tipos de câncer, mas estamos a construir um grande Hospital Oncológico em Luanda, que, vai dedicar-se exclusivamente a tratamento de doenças cancerígenas.
A partir do próximo ano, a ministra está aqui, mais para o final do próximo ano, teremos o grande Hospital Oncológico que vai atender adultos e crianças.
Tratamento de Forma Humanizada
Isto é muito abstracto. Está acautelado. Em princípio, está acautelado. Todos os profissionais estão formados e preparados para tratarem os pacientes, parturientes e não só, de forma humanizada.
Isso serve não apenas para esta unidade que está a ser inaugurada, mas para todas. Portanto, a assistência médica no país, em princípio, deve ser humanizada. Tratar de pessoas… quem lida com pessoas tem que estar preparado não apenas para curar a tuberculose, a hepatite, a Covid-19, mas fazê-lo de forma mais humana possível.
