O ministro Isaac dos Anjos já foi ministro desta pasta, precisamente desta pasta da Agricultura, numa outra conjuntura. Volta a ocupar o mesmo lugar. O que nós esperamos de si é que tenha em mente a necessidade de sermos mais ambiciosos neste domínio da Agricultura, numa altura em que muito se fala da necessidade do combate à fome e à miséria, da necessidade de garantirmos a segurança alimentar.

O nosso país tem tudo para dar certo neste domínio da Agricultura, tudo ou praticamente tudo: terras aráveis, água abundante, bom clima, gente com vontade de trabalhar. As famílias, sobretudo as do campo, estão a dar-nos uma grande lição.

A agricultura familiar está a crescer a olhos vistos. Já existe muita produção no campo, de praticamente todos os bens essenciais ao consumo humano.

Precisamos é organizar melhor, de ter políticas que possam maximizar os recursos disponíveis neste sector.

Vem aí a fábrica de fertilizantes do Soyo, a fábrica de vacina animal do Huambo. Com estes dois investimentos, teremos basicamente tudo o que necessitamos para dar o tão esperado salto na produção agrícola.

O Executivo está a fazer um esforço muito grande em levar água em abundância para o Sul de Angola, nomeadamente para as províncias da Huíla, do Cunene e do Namibe, com projectos que são caros, que vão acumular e distribuir milhões de metros cúbicos de água.

Precisamos tirar o máximo proveito desse investimento, que já está a decorrer no Cunene; acontecerá em breve na Huíla e no Namibe.

Esses milhões de metros cúbicos de água devem ser transformados em alimentos. Só assim se justifica o esforço que estamos a fazer. Portanto, senhor Ministro, o que esperamos de si é que elabore um plano com vista a se tirar o maior proveito possível desses investimentos que estão a ser feitos no quadro do vasto programa de combate aos efeitos da seca no Sul de Angola.

Trabalhe com o seu colega Ministro da Energia e Águas, que antecipadamente pode dar [informação sobre] o que está a ser feito, o que se vai fazer, as áreas, as localizações exactas, a quantidade de água que se espera de cada um daqueles projectos e, em função disso, planifique o que importa fazer para aumentarmos a oferta de bens alimentares.

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